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Pensamento do dia


"Como um viajante que erra o caminho e, assim que se apercebe, rapidamente retorna à estrada correta, assim também você continue a meditar sem se fixar nas distrações." (São Pio de Pietrelcina)
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quarta-feira, 27 de março de 2013

O que aprendemos sobre o AMOR na Quinta Feira Santa?



Chegamos à Semana Maior. Ela é especial, porque aprendemos que ela é chamada a ser Santa, separada, escolhida. Os dias que estamos vivendo são extraordinários. São 40 dias caminhando com o Bom Mestre, para nesta Semana contemplarmos ainda mais de perto os Mistérios da Sua Redenção sobre nós. Quantas lições aprendidas durante esse percurso. Hoje quero partilhar de modo particular sobre a Quinta Feira Santa. Ela por si só nos trás muitos ensinamentos. Mas, se me permitem quero me ater aqui apenas ao AMOR.
É bonito olhar para aquela noite e ser recordado ali na Santa Ceia que a mais bela oferta de Amor que podemos fazer a alguém não é de coisas, presentes, elogios, mas de nós mesmos. Naquela Quinta Feira especial, cada gesto e cada fala de Jesus nos ensina que “quando uma pessoa ama, não pode doar nada maior à outra do que a si mesma” (YOUCAT- 407). Se tivermos um olhar atento, compreenderemos que o dom do Pão e do Vinho Eucarísticos significam para nós tudo aquilo de que temos fome. Temos fome de cuidado, de afeto, de atenção, em uma palavra: de AMOR. E Jesus se faz alimento para nos nutrir. Faz-Se alimento, porque refeição é devolução, é restituição daquilo que perdemos. Alimentamo-nos diariamente para devolver ao corpo aquilo que lhe foi subtraído e perdido. Cada refeição é lugar e oportunidade de se restituir.
Em Jesus, a refeição é tão redentora que alguns dos Seus encontros se deram no seu desejo de sentar-se à mesa com aqueles que precisavam ter a Vida Plena devolvida. O prato principal não era material, mas sim a Vida, o Amor! Em algumas refeições temos o encontro com Zaqueu e toda sua família (Lc 19, 1-10); depois em Betânia Ele entra na história de Simão, o Leproso (Mc 14, 3), e finalmente com os discípulos na Última Ceia, onde Ele se senta à mesa para fazer refeição com seus amigos.  Interessante é que nas duas primeiras refeições, o Mestre nos ensina que quando nos sentamos à mesa, não nos alimentamos tão somente do que está posto sobre ela, mas, sobretudo de quem se serve dela. Alimentamo-nos do olhar, do amor, dos gestos, do afeto, e de tudo o que o outro significa. O banquete não é lugar para saciar somente a fome do corpo, mas também a fome da alma.
Com os discípulos o significado da refeição fica mais claro e ganha o sentido da Redenção, pois ali a Salvação acontece. Jesus se senta à mesa e torna-Se a refeição na qual todos os convidados se alimentam. N’Ele o Verdadeiro Amor se traduz. O Pão se transforma em Seu Corpo e o Vinho em Seu Sangue. E como se não bastasse, Ele estende o seu Amor desde o Sacrifício Eucarístico até o Sacrifício do Calvário. Ali Ele revela e identifica o pão que reparte, com o Seu corpo entregue para a vida do mundo no alto da Cruz. Os sacrifícios se abraçam e se tornam um só. O Pão na Eucaristia passa a ser o Amor que na Cruz Ele nos doou até o fim. E assim, em resposta a esse Amor e ao Seu pedido, temos feito desde então “ação de graças” em Sua memória. Desde aquela Quinta Feira, temos atualizado em nossos corações, por meio da Eucaristia em cada Missa celebrada, aquela única e maior oferta de Amor que já recebemos. João, o discípulo amado, aquele que estava reclinado no peito de Jesus durante a Ceia, (Jo 13, 23) entendeu bem essas lições, e não sem razão nos escreveu dizendo que realmente são “felizes todos os que convidados para este Banquete!” (Ap 19,9).


Jerônimo Lauricio
Equipe Catecismo Jovem 

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Amizade – a face amorosa do cuidado de Deus

Uma das coisas que mais me fascina em Jesus no que diz respeito à amizade é sua predileção pelos piores. Como é bom encontrar olhos que nos reinauguram. Quantas relações falidas porque os amigos já não conseguem mais reinaugurar uns aos outros. Em Jesus a experiência da amizade é um dos desdobramentos mais fascinantes do cuidado de Deus. Ousaríamos dizer que Cristo traduz a face amiga de um Deus que nos quer por perto.

Jesus, um Deus amigo

            A partir do contexto bíblico, vemos, por exemplo, que Lucas nos descreve um Cristo como uma pessoa capaz de ter amizade e que reúne amigos em torno de si. Em Lucas, Jesus dirige-se a seus discípulos como a amigos. “A vós, meus amigos, vos digo: Não temais...” (Lc 12, 4a). Lucas, como um bom grego, vê a amizade como um bem supremo, por isso ele enxerga de modo especial a capacidade de Jesus para fazer amigos. Em João, a amizade, assume ricos detalhes, sobretudo quando Jesus se dirige aos seus discípulos dizendo: “Já não vos chamo de servos, pois o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Vos chamo, no entanto, de amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvir do Pai” (Jo 15, 5). Aqui a amizade supõe intimidade. Só se faz amigo quem se torna íntimo, quem compartilha, quem se faz próximo.
É interessante ver como essa intimidade entre amigos é resultado de toda uma predileção pelos piores, como dizíamos no início da reflexão. Basta um olhar demorado para Pedro, Tiago e João, e logo entenderemos. O primeiro ainda que muito justo e sério tinha um temperamento forte e impulsivo, como revela a cena da prisão de Jesus: “Simão Pedro, que tinha uma espada, puxou-a e feriu o servo do Sumo – Sacerdote, decepando-lhe a orelha” (Jo 18, 10). Tiago e João iam no mesmo ritmo, uma vez que eram como “Boanerges, isto é, filhos do trovão” (Mc, 2, 17). Bem, ao que parece, não faltam motivos para Jesus se aproximar destes três. Dentre todos os discípulos, Jesus escolhe a estes para ficar com Ele tanto nos momentos de alegria no Monte da Transfiguração (Mc 9, 2); como também para os momentos de angústia no Monte das Oliveiras (Mc 14, 32-34). Em ambas as cenas fica claro a intimidade gerada no seio da amizade entre eles. Era o jeito do Cristo lhes traduzir a face de um Deus Amigo, de um Deus que ama e cuida daqueles d’Ele se aproxima.
Neste dois montes temos um dos mais lindos rostos da humanidade de Jesus. Os verdadeiros amigos são aqueles com os quais podemos contar tanto nos momentos de glória, como nos momentos de sofrimento e dor. Jesus nos mostra que não existe nenhuma pessoa nesse mundo que não precise de um ombro amigo nas horas mais difíceis. Nem precisa ser os melhores do ponto de vista humano, pois como já vimos aqueles não tinham muitas qualidades, mas eram os amigos os quais Jesus depositou sua confiança e predileção, o que mais tarde os tornou “Colunas da Igreja” (Gl 2, 9).
Não foi pretensão nossa até aqui fazer um tratado dos laços de amizade que Jesus desenvolveu. Mas penso que outro lugar que Jesus revela seu Amor de amigo é em Bethânia. Creio que ali nos é sugerido um pouco mais deste cuidado amoroso de Deus. Ali Jesus chora pela morte de seu amigo Lázaro (Jo 10, 1-11). Lázaro era um leproso; Maria sua irmã, uma prostituta de leprosos, e Marta convivia com eles por ser sua irmã. “São a estes três, que Jesus amava” (Jo 11,5). Amava-os como amigo, como sugere a tradução do grego. É Jesus em sua extraordinária capacidade de ser amigo nos ensinando que precisamos ter amigos que nos acolham e nos amem do jeito que somos. Amigos que não nos julguem a partir de um único momento, amigos diante dos quais possamos nos mostrar pelo avesso e revelar o nosso pior; amigos que orem conosco; amigos que confiemos os nossos segredos mais íntimos. É isso mesmo! Uma amizade enraizada em Deus tem essa fascinante capacidade de gerar em nós aquela certeza do seu cuidado, da sua presença, do seu Amor!

Seu irmão, Jerônimo Lauricio.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Corpus Christi - o Amor que se oferece na Eucaristia

Na Festa de Corpus Christi somos levados a recordar as cenas da Instituição Eucarística. Toda recordação é o gesto de quem traz ao coração aquilo que lhe é muito caro. Por essa razão é fascinante saber que ali no dom do Pão Eucarístico se esconde o tesouro e os mistérios da nossa Salvação. É a lembrança de que o pão significa tudo aquilo de que temos fome. Temos fome de amor, de cuidado, de afeto, em uma palavra: de plenitude.
Essa relação do pão com a fome nos ajuda a compreender o cumprimento da promessa em Jesus quando se distingue do maná que os israelitas comeram no deserto. “Em verdade, vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu, mas o meu Pai é quem vos dá o verdadeiro Pão, porque o Pão de Deus é o pão que desce do céu e dá vida ao mundo. Eu sou o Pão da Vida. Aquele que vem a mim não terá fome, pois o pão que Eu Vos dou é a minha carne para a salvação do mundo” (Jo 6, 32-33; 35; 51).
Em pleno deserto da humanidade, Cristo afirma que pode nos saciar. No deserto do vazio interior, no deserto dos sentimentos, nos desertos mais secretos e escondidos da condição humana... São nestes desertos que Jesus se faz alimento, nos nutri e nos permiti caminhar. Faz-se alimento, porque refeição é devolução, é restituição daquilo que perdemos. Alimentamo-nos diariamente para devolver ao corpo aquilo que lhe foi subtraído e perdido. Cada refeição é lugar e oportunidade de se restituir. A refeição é tão redentora que alguns encontros de Jesus se deram pela força do seu desejo de sentar-se à mesa com aqueles que precisavam ter a Vida Plena devolvida. O prato principal não era material, mas sim a Vida!
Para entendermos um pouco mais da beleza da refeição enquanto devolução, encontramos Jesus que salva Zaqueu e toda sua família a partir do jantar (Lc 19, 1-10); em Betânia Ele entra na história de Simão, o Leproso (Mc 14, 3), e antes de partir faz a sua Última Ceia, se sentando à mesa para fazer refeição com seus amigos.  Interessante é que nas duas primeiras refeições, o Mestre lhes ensina que quando nos sentamos à mesa, não nos alimentamos tão somente do que está posto sobre ela, mas, sobretudo de quem se serve dela. Alimentamo-nos do olhar, do amor, dos gestos, do afeto, e de tudo o que o outro significa. O outro nos nutre, nos devolve, nos restitui... Por isso é edificante nos sentarmos à mesa e fazermos juntos a refeição cotidiana. “Comer e beber juntos significa estarmos comprometidos. O banquete não é lugar para saciar somente a fome do corpo, mas também a fome da alma. Ao estar com os que amo para me alimentar, de alguma forma eu os trago para dentro de mim.”
Com os discípulos o significado da refeição fica mais claro e ganha um sentido mais redentor, pois ali a Salvação acontece. Jesus se senta à mesa e torna-se a refeição na qual todos os convidados se alimentam. Em Jesus, os desertos da história daqueles discípulos dão lugar à vida nova. No Cristo, o Verdadeiro Amor se traduz, e faz o Pão se transformar em Seu Corpo e o Vinho em Seu Sangue.  Ali o Amor foi mais revelador que as palavras porque se estendeu até o Sacrifício do Calvário. Jesus identificou o pão que repartia, com a carne que Ele daria para a vida do mundo e o cálice de vinho com o seu Sangue Redentor. Somente o Amor é capaz de se fazer tão pequeno para tornar o homem grande. Quando nos alimentamos dele em cada Missa a nossa sede de eternidade é saciada. Em cada Eucaristia celebrada a fome da terra é apaziguada pelo Céu. Felizes são os convidados para este Banquete!

Seu irmão,  

 Jerônimo Lauricio

quarta-feira, 23 de maio de 2012

10 conselhos de Bento XVI aos jovens



1) Conversar com Deus
“Algum de vós poderia talvez identificar-se com a descrição que Edith Stein fez da sua própria adolescência, ela, que viveu depois no Carmelo de Colônia: “Tinha perdido consciente e deliberadamente o costume de rezar”. Durante estes dias (de Jornada Mundial da Juventude) podereis recuperar a experiência vibrante da oração como diálogo com Deus, porque sabemos que nos ama e, a quem, por sua vez, queremos amar”.

2) Contar-lhe as penas e alegrias
“Abri o vosso coração a Deus. Deixai-vos surpreender por Cristo. Dai-lhe o ‘direito de vos falar’ durante estes dias. Abri as portas da vossa liberdade ao seu amor misericordioso. Apresentai as vossas alegrias e as vossas penas a Cristo, deixando que ele ilumine com a sua luz a vossa mente e toque com a sua graça o vosso coração.

3) Não desconfiar de Cristo
“Queridos jovens, a felicidade que buscais, a felicidade que tendes o direito de saborear, tem um nome, um rosto: o de Jesus de Nazaré, oculto na Eucaristia. Só ele dá plenitude de vida à humanidade. Dizei, com Maria, o vosso ‘sim’ ao Deus que quer entregar-se a vós. Repito-vos hoje o que disse no princípio de meu pontificado: Quem deixa entrar Cristo na sua vida não perde nada, nada, absolutamente nada do que faz a vida livre, bela e grande. Não! Só com esta amizade se abrem de par em par as portas da vida. Só com esta amizade se abrem realmente as grandes potencialidades da condição humana. Só com esta amizade experimentamos o que é belo e o que nos liberta. Estai plenamente convencidos: Cristo não tira nada do que há de formoso e grande em vós, mas leva tudo à perfeição para a glória de Deus, a felicidade dos homens e a salvação do mundo”.

4) Estar alegres: querer ser santos
“Para além das vocações de consagração especial, está a vocação própria de todo o batizado: também é esta uma vocação que aponta para um ‘alto grau’ da vida cristã ordinária, expressa na santidade. Quando encontramos Jesus e acolhemos o seu Evangelho, a vida muda e somos impelidos a comunicar aos outros a experiência própria (…). A Igreja necessita de santos. Todos estamos chamados à santidade, e só os santos podem renovar a humanidade. Convido-vos a que vos esforceis nestes dias por servir sem reservas a Cristo, custe o que custar. O encontro com Jesus Cristo vos permitirá apreciar interiormente a alegria da sua presença viva e vivificante, para testemunhá-la depois no vosso ambiente”.

5) Deus: tema de conversa com os amigos
“São tantos os nossos companheiros que ainda não conhecem o amor de Deus, ou procuram encher o coração com sucedâneos insignificantes. Portanto, é urgente ser testemunhos do amor que se contempla em Cristo. Queridos jovens, a Igreja necessita autênticos testemunhos para a nova evangelização: homens e mulheres cuja vida tenha sido transformada pelo encontro com Jesus; homens e mulheres capazes de comunicar esta experiência aos outros”.

6) No Domingo, ir à Missa
“Não vos deixeis dissuadir de participar na Eucaristia dominical e ajudai também os outros a descobri-la. Certamente, para que dela emane a alegria que necessitamos, devemos aprender a compreendê-la cada vez mais profundamente, devemos aprender a amá-la. Comprometamo-nos com isso, vale a pena! Descubramos a íntima riqueza da liturgia da Igreja e a sua verdadeira grandeza: não somos os que fazemos uma festa para nós, mas, pelo contrário, é o próprio Deus vivo que prepara uma festa para nós. Com o amor à Eucaristia redescobrireis também o sacramento da Reconciliação, no qual a bondade misericordiosa de Deus permite sempre que a nossa vida comece novamente”.

7) Demonstrar que Deus não é triste
“Quem descobriu Cristo deve levar os outros para ele. Uma grande alegria não se pode guardar para si mesmo. É necessário transmiti-la. Em numerosas partes do mundo existe hoje um estranho esquecimento de Deus. Parece que tudo anda igualmente sem ele. Mas ao mesmo tempo existe também um sentimento de frustração, de insatisfação de tudo e de todos. Dá vontade de exclamar: Não é possível que a vida seja assim! Verdadeiramente não”.

8) Conhecer a fé
“Ajudai os homens a descobrir a verdadeira estrela que nos indica o caminho: Jesus Cristo. Tratemos, nós mesmos, de conhecê-lo cada vez melhor para poder conduzir também os outros, de modo convincente, a ele. Por isso é tão importante o amor à Sagrada Escritura e, em consequência, conhecer a fé da Igreja que nos mostra o sentido da Escritura”.

9) Ajudar: ser útil
“Se pensarmos e vivermos inseridos na comunhão com Cristo, os nossos olhos se abrem. Não nos conformaremos mais em viver preocupados somente conosco mesmo, mas veremos como e onde somos necessários. Vivendo e atuando assim dar-nos-emos conta rapidamente que é muito mais belo ser úteis e estar à disposição dos outros do que preocupar-nos somente com as comodidades que nos são oferecidas. Eu sei que vós, como jovens, aspirais a coisas grandes, que quereis comprometer-vos com um mundo melhor. Demonstrai-o aos homens, demonstrai-o ao mundo, que espera exatamente este testemunho dos discípulos de Jesus Cristo. Um mundo que, sobretudo mediante o vosso amor, poderá descobrir a estrela que seguimos como crentes”.

10) Ler a Bíblia
“O segredo para ter um ‘coração que entenda’ é edificar um coração capaz de escutar. Isto é possível meditando sem cessar a palavra de Deus e permanecendo enraizados nela, mediante o esforço de conhecê-la sempre melhor. Queridos jovens, exorto-vos a adquirir intimidade com a Bíblia, a tê-la à mão, para que seja para vós como uma bússola que indica o caminho a seguir. Lendo-a, aprendereis a conhecer Cristo. São Jerônimo observa a este respeito: ‘O desconhecimento das Escrituras é o desconhecimento de Cristo’”.
Fonte: opusdei.org.br

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Os olhos reconhecem a face do Amor com que é amado

Ainda estamos vivendo as alegrias do Tempo Pascal. No embalo do finalzinho deste tempo, queremos hoje com nossa reflexão entender um pouco mais de uma das aparições do Cristo Ressuscitado aos seus discípulos na Galileia. Esta não se trata de mais uma das manifestações da sua Ressurreição, mas ao contrário é uma aparição única e especial como todas as outras. 
Nossa partilha de hoje nos pões diante do Lago de Tiberíades no contexto do Capítulo 21 de João. A paisagem aí tem cores de saudades misturadas a um sabor de frustração. Os discípulos que pareciam não ter entendido ainda a Páscoa do Senhor, saíram tristes, “pescaram a noite inteira e nada apanharam”. Voltando do insucesso da pescaria, eles encontraram o Bom Mestre na praia e não o reconheceram. Isso aqui é interessante, pois ao que parece esta dificuldade em reconhecê-lo seria fruto de uma incompreensão interior. As frustrações das expectativas que são geradas em nós muitas vezes vendam nossos olhos. Mal conseguimos ver os fatos em sua totalidade. Quando estamos frustrados, reconhecer o outro como ele é, parece ser um exercício quase que impossível.
 Bem, a cena deste cenário pascal se segue... E entre o Mestre e os seus discípulos se estabelece um diálogo traduzido num pedido e em uma resposta. Diálogo que tem a fascinante capacidade de aproximar, quebrar barreiras, romper impressões... E, após algum tempo de conversa “aquele discípulo que Jesus amava, disse a Pedro: É o Senhor! (Jo 21, 17). Aqui temos velado um lindo ensinamento: os olhos sempre reconhecem a face do Amor com que ele é profundamente amado. E não por acaso, os olhos nesta cena são daquele mesmo discípulo, cujo compasso e movimento das pernas era veloz quando foi conferir a Ressurreição do Amor. É como bem nos recorda João: “(...) corriam juntos, todavia, o discípulo a quem Jesus amava correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao Sepulcro” (Jo 20, 2-4). 
Ao me deparar com esse texto, fico pensando como precisamos crescer nesta graça de deixar nossa boca exclamar aquilo que nossos olhos contemplam quando está diante da face do Amor! Particularmente gosto de pensar como precisamos gritar para o mundo aquilo que nossos olhos reconhecem em cada missa: “É o Senhor!” Crer no milagre da Ressurreição é reconhecer a face do Amor. Isso é magnifico! Contudo, para tanto é preciso deixar-se ser profundamente amado! Não existe outro caminho, senão o de reclinar como João, nossa cabeça no peito do Mestre e ali deixar-se ser amado por Ele a fim de depois reconhecê-lo!

Jerônimo Laurício

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Formação: O Catecismo da Igreja Católica (Tema 07)

Autor: Jayme Pujoll e Jesus Sanches Biela
Fonte: Livro "Curso de Catequesis" do Editorial Palavra, España
Tradução: Pe. Antônio Carlos Rossi Keller 

TEMA 07
DEUS CRIOU OS ANJOS

INTRODUÇÃO:
Na Sagrada Escritura encontram-se muitas passagens nas quais vemos a intervenção dos anjos: ao nascer Jesus um anjo anuncia aos pastores a boa notícia; o arcanjo Rafael aparece na história de Tobias, e o arcanjo Gabriel é quem anuncia à Virgem que Deus quer que ela seja Sua Mãe; outro anjo tira Pedro do cárcere; etc..
Este tema quer ajudar-nos a conhecer quem são os anjos e também os demônios ou espíritos maus.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. A existência de anjos e demônios, verdade de fé.
Às vezes contam-se coisas que são fábulas: fala-se de bruxas, de horóscopos e coisas semelhantes. Sabemos que não são coisas verdadeiras, senão contos.... Quando se fala dos anjos e dos demônios, não estamos falando de contos; os anjos e os demônios existem de verdade. Deles nos falou deles. E Deus não pode enganar-nos, nem mesmo para que fossemos melhores. Deus sempre diz a verdade. Cremos, portanto, que existem Anjos e demônios - assim como nós existimos - porque Deus assim no-lo revelou.
2. Os demônios são espíritos que pecaram contra Deus.
Deus criou bons, por natureza, a todos os espíritos e os fez seus filhos, pela graça. Mas, capitaneados por Lúcifer, muitos deles se rebelaram e disseram: "Não queremos servir a Deus". Os anjos foram fiéis a Deus, dizendo "Queremos servir a Deus". O chefe dos Anjos fiéis era São Miguel. Realizou-se uma batalha no céu e venceram os anjos fiéis. Os espíritos rebeldes, ou demônios, junto com Lúcifer foram condenados eternamente ao inferno porque desobedeceram a Deus e pecaram gravemente.
3. Os demônios tentam os homens
Os demônios, desde o momento em que pecaram, odeiam a Deus e a todos os que amam a Deus. Por isso desejam que os homens ofendam a Deus e sejam condenados ao inferno. Este é o motivo pelo qual os demônios tentam os homens. São muitos os exemplos na Sagrada Escritura: a tentação de Eva, quando o demônio se apresenta na forma de serpente (Gênesis 3,1-24); as tentações de Jesus, no deserto (Mateus 4,1-11); etc.. Eles nos tentam também, de muitas maneiras, levando-nos a fazer o que é contra a vontade de Deus. A forma habitual que usam para tentar-nos é a de incitar nossas más inclinações ou aproveitando-se delas. A tentação não é pecado; é pecado se fazemos caso do que nos pede o demônio. Por isso, ao dar-nos conta da tentação, devemos acudir a Deus e dizer com todo o coração: "Afasta-te de mim, Satanás!". Também devemos acudir à Santíssima Virgem Maria, nossa Mãe e a nosso Anjo da Guarda.
4. A proteção dos Anjos da Guarda
No Antigo Testamento há um livro muito bonito, no qual se narra que Tobias devia fazer uma longa viagem, cheia de perigos. Então, busca um companheiro de viagem, e Deus envia o arcanjo Rafael que o acompanha e lhe mostra o bom caminho, devolvendo-o feliz a sua casa. Nós também vamos a caminho do céu; neste caminho existem muitos perigos para a nossa alma e o nosso corpo. Deus nos dá um companheiro de viagem que está sempre a nosso lado, ainda que não o vejamos: é o Anjo da Guarda. Nosso Anjo nos ama como o melhor dos amigos, nos protege dia e noite, e nos fala ao coração convidando-nos a fazer as coisas boas. Quando rezamos, ele apresenta nossa oração a Deus.
5. Uso da água benta
A Igreja recomenda aos cristãos usar a água benta, que é um sacramental, para implorar o perdão dos pecados veniais e alcançar a proteção de Deus contra as insinuações do demônio. Santa Teresa de Jesus dizia: "De nenhuma coisa foge mais o demônio, para não voltar, do que da água benta."
6. Propósitos de vida cristã 

  • Aprender a Oração do Anjo da Guarda: 
"SANTO ANJO DO SENHOR, MEU ZELOSO GUARDADOR, SE A TI ME CONFIOU A PIEDADE DIVINA, HOJE E SEMPRE, ME REGE, GUARDA, ILUMINA. AMÉM."

terça-feira, 24 de abril de 2012

Formação: O Catecismo da Igreja Católica (Tema 06)

Autor: Jayme Pujoll e Jesus Sanches Biela
Fonte: Livro "Curso de Catequesis" do Editorial Palavra, España
Tradução: Pe. Antônio Carlos Rossi Keller 

TEMA 06:  
INTRODUÇÃO:

"No princípio, Deus criou o céu e a terra" (Gênesis 1,1). Assim começa a Bíblia, e o primeiro capítulo do Gênesis relata de maneira gráfica como Deus criou o mundo. Sem utilizar nenhum material pré existente, sem nenhum instrumento, Deus foi criando todas as coisas: o céu e a terra, os animais e as plantas... e por último o homem. Deus criou o mundo do nada. A criação inteira é fruto do amor e onipotência de Deus: as coisas pequenas - ervas e insetos -, e as grandes: o sol, a lua, os sistemas planetários, as nebulosas, os mares.... O ser mais perfeito da criação visível é o homem. E Deus continua cuidando e governando tudo com Suas leis. Que linda é a Criação! Ao contempla-la é fácil dar glória e louvor a Deus. Além disso, Ele quer que nós, homens cooperemos com Sua obra com o nosso trabalho. É tanta a dignidade do trabalho humano, que, como diz a Sagrada Escritura, o homem foi criado para que trabalhasse e assim dominasse a criação de um modo inteligente. Neste tema veremos com detalhes o que significa afirmar que Deus tenha criado o mundo, tal como confessamos no Credo: "Creio em Deus, Pai Todo Poderoso, Criador do céu e da terra". 

IDÉIAS PRINCIPAIS:

1. Deus é eterno.
Só Deus é propriamente eterno, quer dizer, não tem princípio nem fim. Em Deus, não existe passado nem futuro, mas UM PRESENTE IMUTÁVEL. Houve um momento no qual só Deus existia, mas Ele quis comunicar suas perfeições a outros seres; quis criar o mundo e especialmente, o homem, que foi feito à imagem e semelhança de Deus. Deus pensou em todos os homens - em cada um de nós - muito antes de nos criar. Não existíamos e já nos amava. E como Deus ama o homem, preparou para ele um lugar estupendo: o mundo com todas as suas maravilhas (o mar, as montanhas, os animais, as plantas, o céu etc..).
2. Deus criou o mundo do nada.
O homem necessita tempo e esforço para construir um edifício ou fabricar um objeto, além, é lógico, de um material pré existente. Deus, porém, fez todas as coisas com um só instante de Seu querer e tudo criou do nada. Antes de que Deus tudo criasse, não existia nada.
3. Criar não é o mesmo que fabricar.
Dizemos que Deus criou o mundo, e não que Deus fabricou o mundo, para indicar que, quando tudo começou a existir, não havia nada, sendo que foi Deus quem fez tudo, para que existisse. Criar quer dizer "fazer que exista algo que antes não existia, tirando-o do nada". O homem não pode criar, pode modificar, por exemplo, o curso de um rio, ou fabricar um tecido, usando para isto como matéria prima o algodão ou fibras sintéticas, ou montar um carro, usando peças previamente fabricadas.
4. Deus criou tudo para Sua glória e honra.
Quando contemplamos uma obra de arte - uma catedral, por exemplo -, nos maravilhamos e louvamos o gênio de seu autor. Aquela obra de arte é uma glória aos que a construíram. Ao contemplar a grandeza do mundo: os astros, o mar, as plantas; ao ver a perfeição das coisas pequenas: um passarinho, um inseto, nos maravilhamos e louvamos a Deus, autor de tudo. O mundo é uma manifestação da perfeição divina, um reflexo do que Deus é. O mundo canta a glória de Deus. A esta glorificação deve unir-se o homem, não somente por ser criatura de Deus, a mais perfeita da criação visível, mas também porque Deus colocou todas as coisas a seu serviço. Pensando no homem, Deus criou todas as coisas e as colocou em suas mãos..
5. O trabalho e o domínio da terra.
Deus podia ter criado todas as coisas tal e como existem; por exemplo, as mesas e as cadeiras, as centrais elétricas... Mas quis que o homem dominasse a criação trabalhando e tirando proveito das mesmas. Quando o homem trabalha, colabora com Deus para dominar a criação, já que Deus assim o desejou. E como na criação Deus fez tudo muito bem, porque é Deus e porque Lhe move o amor que tem aos homens, assim o homem precisa fazer bem as coisas, por amor a Deus, para que quando Deus veja esse trabalho, possa dizer: "O que faz o homem está bem feito". É necessário fazer tudo com dedicação e esforço, oferecendo-o a Deus.
6. Deus conserva e governa o mundo.
Para que as coisas durem, procuramos conserva-las: reparam-se os defeitos, engraxam-se as máquinas, protegem-se do frio ou do calor...; se não cuidamos das coisas, elas se estragam e não servem mais para nada. Podemos imaginar assim a conservação do mundo, com a diferença de que, se Deus não o conservasse, desapareceria, voltaria ao nada. Além disso, Deus governa o mundo, de maneira especial aos homens, com umas leis que estão impressas em sua natureza, respeitando sempre a liberdade que lhes deu, como um dos grandes presentes.
7. Oferecer o trabalho do dia e mostrar agradecimento ao Senhor.
Ao iniciar o dia devemos oferecer a Deus tudo o que vamos fazer. Podemos usar esta oração: "Adoro-Te, Meu Deus, e amo-te de todo o coração; dou-Te graças por me terdes criado, feito cristão e conservado nesta noite. Ofereço-Te todas as minhas obras e Te peço que me guardes neste dia de todo pecado e me livres de todo o mal. Amém" Para não comer como os pagãos que não conhecem a Deus, nós, cristãos, costumamos abençoar a mesa e agradecer depois de comer. Podemos dizer, antes de comer: "Abençoai, Senhor, estes alimentos que, por Tua bondade, vamos tomar". E ao terminar de comer: "Nós Te agradecemos, Senhor, pelos benefícios que recebemos de Tuas mãos." O agradecimento deve abarcar nossa vida inteira, que é um dom de Deus.
8. Ter confiança em Deus.
O conhecimento da Providência que Deus exerce sobre o mundo e sobre cada um de nós, deve levar-nos a uma decisão confiada de pormo-nos em Suas mãos, para que de verdade e para sempre seja Ele a fonte de nossa serenidade, segurança e alegria.
9. Propósitos de vida cristã.
  • Procurar fazer todas as manhãs o oferecimento do dia, ao levantar-se. Pode-se usar o Oferecimento do "Apostolado da Oração", por exemplo.
  • Acostumar-se a oferecer a Deus tudo o que se faz, procurando fazer tudo com a maior perfeição e amor possíveis.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Formação: Fé e bioética

Detalhes do evento:
- Evento organizado pelo EJU Diocesano - Todos os grupos paroquiais estão convidados;
- Evento aberto também para quem não frequenta o grupo;
- Inicio as 13h30 - na Paróquia São Jorge (Rua Herval, 93, 93130390 Campina, São Leopoldo, RS);
- Termino + ou - as 18h45;
- Missa as 19h30 (cantos e liturgia com o EJU);
- No meio da tarde teremos um lanche partilhado (cada um leva um prato);
- Levar material pra anotação (caneta e papel.;

Detalhes do assunto abordado:
- Fundamentação do que é Bioetica;
- Fecundação;
- Homossexualidade;
- Aborto;
- Eutanásia;
- Espaço para debate de assuntos proposto pelo padre.

Ministrado pelo Pe. Monteiro, que além da graduação em Teologia, Filosofia e Ciências Contábeis, possui Mestrado na área de Bioética, feito em Roma, ou seja, é uma bela oportunidade de mergulharmos em uma sólida formação;

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Um chamado, uma resposta: Vocação


Descobrir sua vocação é um desafio e uma grande prova de fé para qualquer jovem. A vocação é uma resposta ao chamado de Deus, mas não são apenas os religiosos e consagrados que possuem uma vocação. Todos os batizados a recebem, e descobri-la é um caminho de experiências alegres, desafiadoras, que exige muita fé, entrega e renuncia, mas que proporciona a melhor das recompensas, a felicidade na vida eterna.
Os sinais enviados por Deus são simples, mas concretos. Por vezes temos a grande vontade que um anjo apareça para nós, assim como aconteceu o chamado de Nossa Mãe, a Virgem Santíssima. Mas Deus não grita nos nossos ouvidos, não manda bilhete, nem põem carta no Correio. O Chamado é sempre resultado de uma aproximação, entre duas vontades, despertado pela vontade de Deus e respondida pela pessoa escolhida.
O Espírito Santo nos manda muitos sinais, se formos capazes de ter a atitude de humildade e escutar, reconhecendo esses sinais em si, no nosso interior, através dos dons recebidos, dos acontecimentos, do ambiente e das pessoas com que convivemos ou que passam nas nossas vidas. A Igreja oferece ao jovem que está disposto a reconhecer estes sinais o acompanhamento vocacional, que é uma ajuda a quem busca a própria vocação.
O acompanhamento vocacional é um serviço proposto a quem se pergunta como descobrir dentro da própria história pessoal o plano de Deus, ajudando não só a conhecer a vontade de Deus, mas também a desejá-la, a ponto de escolhê-la pessoalmente, após tê-la amado.

Fonte: Catecismo Jovem

sexta-feira, 30 de março de 2012

A humildade que desce rumo às alturas do Amor!

No processo do Cristianismo amar é dispor de si para o outro, é um exercício que está atrelado à imitação de Cristo, isto é, em nos assemelharmos à toda sua capacidade de amar sem reservas. Esta imitação, nem sempre é fácil, e só se torna possível à medida que caminhamos sinalizados pela a humildade. Para nos fazer entender esse caminho, tomo emprestado o olhar de um grande santo e doutor da Igreja, São Gregório, que sabiamente nos dizia que a “humildade é uma descida rumo às alturas do Amor.” De fato, é através do movimento destas duas virtudes que o Verbo se revela e visita nossa humanidade, tornando-nos capazes de amar. Capacidade singular que impulsiona o homem o tempo todo a contemplar o horizonte da alteridade no rosto e no coração do seu próximo.

Daqui a alguns dias viveremos a mística do Tríduo Pascal, e ali contemplaremos de perto o ápice da humildade de Jesus no alto do Calvário, Ele que “sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!” (Fl 2, 8). Antes de segui-Lo por esse caminho redentor, receberemos d’Ele mais uma vez o fascinante chamado: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” – (Jo 13, 34) – este é o caminho sugerido a nós por Jesus ao término do lava- pés. “Dei-vos o exemplo, para que como eu vos fiz, também vos o façais”. (ibid., 15). “Agir do mesmo jeito”, eis o nosso chamado. Baseando-se não na força de uma ordem, mas em virtude da natureza e impulso do Amor para o qual fomos gerados.

É interessante perceber a riqueza de significados revelada minutos antes de deixar o mandamento do Amor, quando Jesus se inclina aos pés dos seus amigos para lhes lavar os pés. Dentre tantos significados traduzidos naquele cenário, o nosso olhar se prende à sua humildade. Todavia, não no aspecto do serviço, o que seria pertinente refletirmos, mas, a humildade como sinal redentor do seu Amor. Ao inclinar-se para lhes deixar limpos de toda a sujeira, o Bom mestre dirige-se ao “húmus”, à terra que se achava nos pés daqueles a quem tanto amava. Os latinos chamam esse gesto de “humilitas”, isto é, humildade. Com efeito, a expressão “humilde” tem sua raiz no vocábulo latino – “húmiles”- e a imagem de um servo inclinado à terra (húmus), amplia o seu significado. Ali com a humildade que lhe é própria, Cristo ao descer não alcança tão somente os pés daqueles homens, mas também os seus corações, elevando-os ao Seu Amor até o fim!

Queridos irmãos, o exercício do Cristianismo é isso. É um cenário no qual somos chamados o tempo inteiro a protagonizar em nossas relações uma “disposição ao outro”, por meio da humildade e do Amor. Penso que dessa forma a gente amplia o horizonte de sentido de nossos amores, amizades e encontros... De igual maneira também o horizonte de significado da nossa, vocação, missão e Igreja. Parece trocadilho, mas deste modo, acabamos realmente “descendo às alturas” do coração do outro, tocando aquilo que ele tem de mais belo e encantador: a capacidade de amar e ser amado.


Seu irmão, Jerônimo Lauricio.

De novo, Domingo de Ramos


+ Zeno Hastenteufel

Nem parece que já passou um ano, mas já estamos de novo diante do domingo de ramos, abertura da semana santa e conclusão da Campanha da Fraternidade. É ao mesmo tempo o sexto e último domingo da quaresma. É uma solenidade muito marcante na vida de nosso povo. Nós temos muitos católicos que participam “todos os domingos... de ramos”. É pouco, mas isto revela que, neste dia, quando é hora de assumir uma posição a favor ou contra Jesus, o nosso povo está lá, com a palma verde na mão, disposto a dizer o seu “sim”.
Há dois mil anos, em Jerusalém foi assim: aqueles que nunca tinham tempo para Jesus, e talvez eles nem estivessem levando a sério a nova mensagem pregada e que não estivessem dispostos a segui-lo, para valer, naquela hora estavam lá, com seus ramos na mão, gritando: “Hosana ao Filho de Davi, Hosana nas alturas”! É o grande tema deste domingo, dia da opção, por Ele ou contra Ele. É o dia em que assumimos posição para toda a semana, especialmente para o tríduo sagrado, da próxima sexta, sábado e domingo. Muitos fazem “feriadão”, mas os cristãos mais conscientes estarão ao lado de Jesus até a cruz, até a sepultura e até a ressurreição. Estes estarão aguardando a grande vigília da páscoa, em que celebramos a vitória sobre a morte e o pecado, a vitória da vida sobre a morte.
A leitura da paixão que nos é apresentada neste domingo revela precisamente esta grande contradição, em que aquele mesmo povo que no domingo anterior estava com seus ramos verdes na mão, gritando palavras de ordem, em favor de Jesus, estará diante da porta do palácio de Pilatos, gritando: “Crucifica-o; crucifica-o”!
Aliás, esta contradição Jesus já experimentou no seu grupo de apóstolos. Foram tão bem instruídos, participam do lava-pés e da primeira missa, recebem a Eucaristia, e logo depois, um se torna traidor, outro nega ser amigo dele, e os outros dez todos fugiram, com medo de se comprometer.
Situações semelhantes nós vivemos ainda nos dias de hoje, quando no domingo de ramos, enchemos as igrejas e carregamos braçadas de ramos e, no resto da semana santa, simplesmente vivemos um feriadão de páscoa, não mais lembrando o sentido profundo de uma paixão, morte e ressurreição do Senhor.
O certo mesmo seria, no domingo de ramos, estarmos com o Senhor e assumir o nosso compromisso de viver bem toda a semana santa, lado a lado com Ele, até a cruz e sepultura, para podermos ressuscitar com Ele, para uma nova vida, na noite de páscoa. Depois, vamos assumir a missão de anunciar o Cristo vivo e ressuscitado. 

Fonte: http://cljnh.com.br/noticias

quarta-feira, 28 de março de 2012

#Pecado (YouCat)


Pecado é o distanciamento de Deus e a não aceitação do Seu amor. Pode-se perceber isto pelo desdém aos Seus mandamentos. [67] Santo Agostinho, assim nos diz: “Afastar-se de Ti Deus, significa cair. Virar-se para Ti significa levantar-se. Permanecer e Ti significa ter apoio seguro.”
‘O pecado é mais do que um comportamento errôneo; é também uma fraqueza física. Na sua natureza mais profunda, essa rejeição ou destruição de algo bom é a recusa do Bem por excelência, isto é, a recusa de Deus.

O pecado, a sua mais profunda e terrível dimensão, é a separação de Deus e, com isso, a separação da fonte da Vida, daí que a morte seja também a conseguência do pecado: Jesus sofreu a rejeição de Deus no seu próprio corpo. Ele tomou sobre Si a violência mortal do pecado, para ele não nos atingir. É neste sentido que usamos a palavra “redenção”.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Formação: O Catecismo da Igreja Católica (Tema 05)

Autor: Jayme Pujoll e Jesus Sanches Biela
Fonte: Livro "Curso de Catequesis" do Editorial Palavra, España
Tradução: Pe. Antônio Carlos Rossi Keller

TEMA 05: 
O MISTÉRIO DA SANTÍSSIMA TRINDADE


INTRODUÇÃO:

O segredo divino mais importante da Fé que Jesus Cristo nos revelou é o MISTÉRIO DA SANTÍSSIMA TRINDADE. Jesus falou de seu Pai, que é Deus; do Espírito Santo, que também é Deus; e afirmou que ELE E O PAI SÃO UMA MESMA COISA (João 10,30), porque é o Filho de Deus. O Pai, o Filho e o Espírito Santo são um único Deus -não três deuses - porque tem a mesma natureza divina, ainda que sendo três Pessoas realmente distintas. Que Deus é UM em essência e TRINO em pessoas é a revelação de sua vida íntima, maior e mais profundo de todos os mistérios; além de ser o mistério fundamental de nossa fé e de nossa vida cristã. Temos de procurar conhece-Lo e vive-Lo! O Credo, ou Símbolo é a explicação do mistério trinitário: o que Deus é e o que fez por suas criaturas ao cria-las, ao redimi-las e ao santifica-las.

IDÉIAS PRINCIPAIS:

1. A Trindade, mistério de um só Deus e três Pessoas realmente distintas.

Nunca poderemos compreender os MISTÉRIOS, porque nós somos limitados e eles nos superam; sem dúvida, temos de tentar conhece-los cada vez melhor, para que nossa fé seja firme e operativa. O Mistério da Santíssima Trindade consiste em que, em Deus há uma ÚNICA ESSÊNCIA e TRES PESSOAS DISTINTAS: Pai, Filho e Espírito Santo, cada uma das quais é Deus, sem ser três deuses, mas um único e só Deus. Podemos comparar este Mistério com o sol: o sol está no céu e produz luz e calor; a luz e o calor não são distintos do sol. A Trindade é algo parecido: o Filho e o Espírito Santo são iguais em natureza ao Pai, mas são um só Deus. O Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus. Três pessoas e um único Deus.

2. A salvação, obra da Trindade.

Todas as coisas criadas foram feitas por Deus, Uno e Trino. Deus criou o mundo, ainda que a criação seja atribuída ao Pai; Deus realizou a Redenção, ainda que só a segunda Pessoa - O Filho - se fez homem e morreu na cruz; Deus nos santifica, ainda que a santificação seja atribuída ao Espírito Santo. Assim, pois, quando agradecemos a Deus tudo o que fez por nós e em nós, temos de agradecer a Deus Pai, a Deus Filho e a Deus Espírito Santo.

3. Habitação da Trindade na alma em estado de graça.

Ainda que não seja fácil de explicar, é esta uma verdade que nos enche de ale gria o saber que o homem que vive em estado de graça (sem pecado mortal) é TEMPLO VIVO DA SANTÍSSIMA TRINDADE BEATÍSSIMA (João 14,23). Desde o dia de nosso Batismo, se não recusamos a Deus através do pecado mortal, vive em nossa alma Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.Temos a Deus dentro de nós para nos santificar, para nos ajudar, para estar conosco, porque nos ama. Podemos falar com a Trindade Beatíssima, sabendo que nos escuta e atende nossas súplicas. Sabemos disto pela Fé e, ainda que não O vejamos, nem O sintamos, é esta a verdade. Quando estamos na Graça de Deus, SOMOS TEMPLO DE DEUS!

4. No céu, "veremos" a Santíssima Trindade.

Aqui na terra sabemos que Deus está em nossa alma em estado de graça e que a vida cristã é uma luta constante para evitar o pecado. Se formos fiéis e nos esforçamos por amar a Deus cada vez mais, Ele nos concederá a maior coisa que poderíamos desejar: vê-Lo face a face, tal como Ele é. O grande premio do céu consiste em ver a Deus: contemplar, louvar, amar e gozar por toda a eternidade da Trindade Beatíssima. Toda a grandeza, toda a beleza, toda a bondade de Deus se volta sobre estas pobres criaturas que somos cada um de nós. No monte Sinai, Moisés pediu para ver o rosto de Deus, e o Senhor lhe respondeu que nenhum homem pode vê-Lo sem morrer. Não obstante, no céu, a alma terá a possibilidade de VER o que Moisés quis ver na terra: a majestade de Deus.

5. Temos de louvar a Santíssima Trindade.

Pela fé, damo-nos conta de que ser cristãos é algo maravilhoso. Deus nos ama de uma maneira incrível: nos criou por amor, nos remiu de nossos pecados morrendo por nós, vive em nossa alma em estado de graça e nos preparou - se somos fiéis - um céu eterno. Nos deixou a Igreja e os Sacramentos para que possamos facilmente saber o que temos de fazer e viver sempre como bons cristãos, sendo cada vez mais santos. Temos de corresponder a tanto amor, e a vida cristã precisa ser um constante louvor à Trindade Santa. Professamos nossa fé na Santíssima Trindade quando fazemos o sinal da cruz ou quando nos persignamos dizendo: "EM NOME DO PAI + E DO FILHO+ E DO ESPÍRITO + SANTO"; quando rezamos o GLÓRIA ou o CREDO na Santa Missa, e ao final da Oração Eucarística. Temos de procurar rezar estas orações e louvores à Trindade com fé viva e consciente, de modo que toda a nossa vida seja um constante louvor a Deus Pai, Deus Filho e Deus espírito Santo.

6. Propósitos de vida cristã.

APRENDER O CREDO E RECITA-LO COM DEVOÇÃO
CONSIDERAR NA ORAÇÃO, QUE A SANTÍSSIMA TRINDADE - DEUS MESMO - ESTÁ NA ALMA EM ESTADO DE GRAÇA, PORTANTO, VIVER EM ESTADO DE GRAÇA (SEM PECADO MORTAL) É A ÚNICA COISA VERDADEIRAMENTE IMPORTANTE NESTA VIDA.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Formação: O Catecismo da Igreja Católica (Tema 04)

Autor: Jayme Pujoll e Jesus Sanches Biela
Fonte: Livro "Curso de Catequesis" do Editorial Palavra, España
Tradução: Pe. Antônio Carlos Rossi Keller

TEMA 04: 
                                            CREIO EM DEUS, PAI TODO PODEROSO
INTRODUÇÃO
As primeiras palavras que dizemos no credo são: "Creio em Deus, Pai todo poderoso" (Símbolo dos Apóstolos), ou "Creio em um só Deus, Pai todo poderoso" (Símbolo de Nicéia-Constantinopla). Nossa profissão de fé cristã começa por Deus, por que Deus é o princípio e o fim de todas as coisas. E começa por Deus Pai, por que Deus Pai é a primeira pessoa da Santíssima Trindade. Deus cuida com a sua providência de todas as coisas, mas especialmente cuida do homem. É nosso Pai do céu; em conseqüência, somos seus filhos: somos filhos de Deus! E para que o recordássemos constantemente, Jesus nos ensinou a rezar: "Pai Nosso, que estás no céu" (Mateus 6,9). Esta maravilhosa verdade cristã deve nos entusiasmar. Vejamos quem é Deus, esse Pai que está no céu.
IDÉIAS PRINCIPAIS
1. Creio em um só Deus.
Esta é a grande verdade, a verdade absoluta: Deus é um e único, não há mais de que um só Deus. Iahwéh já o tinha manifestado ao povo de Israel: "Escuta Israel: o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua força" (Deuteronômio 6,4-5), sendo Aquele que preside toda a história. Também para nós, a fé em um único Deus nos move a voltarmo- nos a Ele como a nossa origem e nosso último fim; e a preferi-Lo acima de todas as coisas. A revelação de Jesus Cristo completará aquela do Antigo Testamento, e pelo ensinamento do Filho de Deus sabemos que o Deus único em essência existe em três pessoas divinas: Pai, Filho e Espírito Santo.
2. O nome de Deus.
Moisés quis saber o nome de Deus ao contemplar a sarça ardente no monte Horeb, e Deus revelou Seu nome: "Eu sou o que sou" (Êxodo 3,14), Iahwéh. Quer dizer, Deus é, Deus é o que existe por si mesmo, sem depender de ninguém, princípio sem princípio, razão de ser de tudo o que é, origem de tudo, causa de tudo, fonte de todo ser, ser soberano, ser supremo: Deus! Em outras ocasiões, Deus se revela como rico em amor e fidelidade, aproximando-se ao homem para atrai-lo para Si, ao mostrar-lhe sua benevolência, sua bondade, seu amor. Podemos dizer, pois, que Deus é um ser espiritual, eterno, misericordioso e clemente, infinitamente sábio e bom, onipotente e justo, o ser por excelência, e o sumo amor. Jesus Cristo é quem revelou o conteúdo deste Nome, com um sentido novo: Deus Pai.
3. Deus Pai.
A afirmação da paternidade divina é o primeiro artigo do Símbolo e inicia a confissão da fé no Mistério Trinitário. O Símbolo é a confissão do Mistério da Trindade: Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, único Deus, única essência, em três pessoas realmente distintas. Junto com a confissão da fé em Deus Uno e Trino, proclamam-se também o Mistério da Encarnação, que é realizado pelo Filho de Deus, para redimir os homens, e o Mistério da Santificação, que se atribui ao Espírito Santo.
4. Deus Pai todo poderoso.
Das muitas perfeições que podemos assinalar em Deus, o Símbolo nos recorda a onipotência, posto que vai falar da criação, que é obra de poder e se atribui ao Pai. Mas também o Filho e o Espírito Santo são onipotentes como o Pai, já que a essência divina é única e as três pessoas são iguais em perfeição. É muito necessária a confissão da onipotência de Deus porque com freqüência chegam ao homem as provas da fé, através da dor e do mal, que não entendemos e nos custa aceitar. Mas Deus é Deus, onipotente e clemente, que está próximo de nós com Sua Providência, para ajudar-nos.
5. Pai Nosso.
A revelação da paternidade de Deus no mistério inefável da Trindade de pessoas na única essência, nos facilita o caminho para compreender que Deus é também nosso Pai. Mas jamais o teríamos imaginado, se Deus não nos tivesse revelado. Foi o Senhor Jesus Cristo quem o disse a Seus discípulos: "Vós, porém, orai assim: Pai Nosso" (Mateus 6,9), e é uma noticia que está presente em todo o Novo Testamento. É evidente que a filiação do Filho de Deus e a nossa são diferentes. Jesus é o Filho de Deus por natureza, da mesma natureza do Pai, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; nossa filiação em relação a Deus é por adoção, mediante o dom sobrenatural da graça que Deus nos infunde no Batismo. Por isso, ainda que seja grande a dignidade da criatura humana, feita à imagem e semelhança de Deus na ordem natural, não se pode comparar com a dignidade da graça, que nos faz filhos adotivos de Deus.
6. Propósitos de vida cristã.
  • Fazer muitos atos de adoração a Deus, durante o dia, dizendo: "Deus Todo Poderoso, eu Te adoro e Te bendigo".
  • Rezar o Pai Nosso com pausa, entendendo o que digo.
  • tratar sempre os outros com respeito, pensando que são filhos de Deus.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Formas de penitência e suas razões





As múltiplas formas da penitência na vida cristã
1434. A penitência interior do cristão pode ter expressões muito variadas. A Escritura e os Padres insistem sobretudo em três formas: o jejum, a oração e a esmola que exprimem a conversão, em relação a si mesmo, a Deus e aos outros. A par da purificação radical operada pelo Batismo ou pelo martírio, citam, como meios de obter o perdão dos pecados, os esforços realizados para se reconciliar com o próximo, as lágrimas de penitência, a preocupação com a salvação do próximo (27), a intercessão dos santos e a prática da caridade «que cobre uma multidão de pecados» (1 Pe4, 8).
1435. A conversão realiza-se na vida quotidiana por gestos de reconciliação, pelo cuidado dos pobres, o exercício e a defesa da justiça e do direito (28), pela confissão das próprias faltas aos irmãos, pela correcção fraterna, a revisão de vida, o exame de consciência, a direcção espiritual, a aceitação dos sofrimentos, a coragem de suportar a perseguição por amor da justiça. Tomar a sua cruz todos os dias e seguir Jesus é o caminho mais seguro da penitência (29).
1436. Eucaristia e Penitência. A conversão e a penitência quotidianas têm a sua fonte e alimento na Eucaristia: porque na Eucaristia torna-se presente o sacrifício de Cristo, que nos reconciliou com Deus: pela Eucaristia nutrem-se e fortificam-se os que vivem a vida de Cristo: «ela é o antídoto que nos livra das faltas quotidianas e nos preserva dos pecados mortais» (30).
1437. A leitura da Sagrada Escritura, a oração da Liturgia das Horas e do Pai Nosso, todo o acto sincero de culto ou de piedade reavivam em nós o espírito de conversão e de penitência e contribuem para o perdão dos nossos pecados.
1438. Os tempos e os dias de penitência no decorrer do Ano Litúrgico (tempo da Quaresma, cada sexta-feira em memória da morte do Senhor) são momentos fortes da prática penitencial da Igreja (31). Estes tempos são particularmente apropriados para os exercícios espirituais, as liturgias penitenciais, as peregrinações em sinal de penitência, as privações voluntárias como o jejum e a esmola, a partilha fraterna (obras caritativas e missionárias).
1439 O dinamismo da conversão e da penitência foi maravilhosamente descrito por Jesus na parábola do «filho pródigo», cujo centro é «o pai misericordioso» (32): o deslumbramento duma liberdade ilusória e o abandono da casa paterna: a miséria extrema em que o filho se encontra depois de delapidada a fortuna: a humilhação profunda de se ver obrigado a guardar porcos e, pior ainda, de desejar alimentar-se das bolotas que os porcos comiam: a reflexão sobre os bens perdidos: o arrependimento e a decisão de se declarar culpado diante do pai: o caminho do regresso: o acolhimento generoso por parte do pai: a alegria do pai: eis alguns dos aspectos próprios do processo de conversão. O fato novo, o anel e o banquete festivo são símbolos desta vida nova, pura, digna, cheia de alegria, que é a vida do homem que volta para Deus e para o seio da família que é a Igreja. Só o coração de Cristo, que conhece a profundidade do amor do seu Pai, pôde revelar-nos o abismo da sua misericórdia, de um modo tão cheio de simplicidade e beleza.

Formação: O Catecismo da Igreja Católica (Tema 03)


Autor
: Jayme Pujoll e Jesus Sanches Biela

Fonte: Livro "Curso de Catequesis" do Editorial Palavra, España
Tradução: Pe. Antônio Carlos Rossi Keller

TEMA 03: 
A RESPOSTA DO HOMEM A DEUS: CRER
INTRODUÇÃO:
Ao ler o Evangelho se vê que Jesus Cristo pede um ato de fé antes de realizar o milagre; e se alegra, e louva as pessoas que - de um modo ou de outro - manifestam a sua fé. A fé é um grande dom de Deus, necessário para a nossa salvação; e a resposta do homem à revelação divina é crer o Ele nos falou, apoiados em sua autoridade divina. Estudemos, pois, com atenção a este tema para saber o que é a fé e poder agradece-la mais a Deus. A fé é também necessária para aceitar e entender o que Deus ensina.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1.Pela fé podemos conhecer muitas coisas sobre Deus.
Sabemos com toda certeza o que Deus existe porque - mediante as coisas criadas - pode-se chegar a demonstrar a Sua existência. Mas existem questões fundamentais para o homem: como é Deus em si mesmo?, quem é Jesus Cristo?, o que há depois da vida?, questionamentos estes que não podem chegar a conhecer-se, ainda que se pense muito neles, se Deus não os tivesse revelado. Nós os conhecemos pela fé..
2. O que é a fé?
A fé é uma virtude sobrenatural pela qual - apoiados na autoridade divina - cremos nas verdades que foram reveladas, sabendo que Deus não pode enganar-Se nem enganar-nos. É, pois, um assentimento razoável, livre e sobrenatural, da inteligência e da vontade, à Revelação divina. Pela fé cremos em Deus e em tudo o que Deus nos revelou. Como o motivo que nos move a crer é a autoridade divina - não a evidência das verdades reveladas -, a inteligência do homem não está determinada a crer, e crê livremente, movida pela graça de Deus.
3. A fé é um presente de Deus.
Crer é um ato do homem, mas a fé é sobretudo um dom sobrenatural, um presente muito grande que Deus nos faz no momento do batismo. Só é possível crer pela graça e pelos auxílios internos do Espírito Santo.
4. Crer é uma coisa racional.
Às vezes se explica a fé dizendo que é " acreditar naquilo que não se vê", o que parece pouco racional. Sem dúvida, ainda que muitas coisas que se crêem não se compreendam, crer é uma coisa racional, porque é Deus quem revela, e Deus não pode enganar-Se nem enganar-nos. Também não se compreendem muitas coisas da natureza e as admitimos porque as ensina a ciência. Portanto, "crer" é um ato humano, consciente e livre, que não só não contradiz mas que dignifica a pessoa humana. A fé é livre antes, durante e depois do ato de fé..
5. Creio - Cremos.
Quando rezamos o credo, umas vezes dizemos: creio em Deus, no singular, porque a fé é um ato da pessoa que aceita livremente a autoridade de Deus que revela; em outras ocasiões dizemos: cremos em Deus - no plural - para significar que a fé, nós a recebemos, a professamos e a vivemos no âmbito comunitário da Igreja de Jesus Cristo na qual, com Ele, que é a Cabeça, formamos um só Corpo todos aqueles que crêem. Assim, a Igreja é como a Mãe de todos os fiéis, como diz São Cipriano ao relacionar a fé em Deus com o papel da Igreja: "Ninguém pode ter a Deus por Pai se não tem a Igreja como Mãe".
6. As fontes da Revelação: Sagrada Escritura e Tradição
A Revelação de Deus pode ser encontrada na Sagrada Escritura e na Tradição divina. A sagrada Escritura é a Palavra de Deus transmitida por escrito, e consta nos livros inspirados por Deus que formam a Bíblia: 45 livros do Antigo Testamento ( antes da vinda de Jesus Cristo à terra) e 27 do Novo Testamento. A Tradição é a revelação divina encomendada por Cristo e o Espírito Santo aos Apóstolos, e transmitida íntegra, de viva voz à Igreja.
7. A fé é necessária para a salvação.
A fé é necessária para a salvação. É o mesmo Jesus Cristo quem o afirma: "o que crer e for batizado, se salvará; mas o que não crer, será condenado". (Marcos 16,16). Há um quadro do apóstolo São Tomé que põe os dedos no lado aberto de Cristo. Como se recusou em acreditar na ressurreição de Jesus, o Senhor o repreende carinhosamente: " Tomé, porque viste, acreditaste: bem aventurados os que acreditarão, mas sem ver" (João 20,29). Temos de rezar por aqueles que não crêem, pedindo a Deus que lhes conceda a graça da fé, ajudando-os com nosso exemplo e doutrina, exercitando o apostolado da doutrina.
8. O Credo, resumo das verdades que devemos acreditar..
Desde o princípio os cristãos dispuseram de Símbolos ou Fórmulas de fé, que resumiam o ensinamento da Revelação divina. Existem várias formulações das verdades da fé, mas ocupam um lugar muito particular na vida da Igreja o Símbolo dos Apóstolos e o Símbolo de Nicéia-Constantinopla. Quando recitamos o Credo, estamos fazendo um ato de fé nas verdades fundamentais que Deus nos revelou.
9. Fazer muitas vezes atos de fé.
Deus nos deu um grande presente que é a fé, e temos de saber agradecer fazendo com os nossos lábios e com o nosso coração muitos atos de fé durante o dia:

Creio em Deus Pai, em Deus Filho, em Deus Espírito Santo.
Creio na Santíssima Trindade.
Creio em Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro.
Creio que Santa Maria é a Mãe de Deus de nossa Mãe.
Creio, Senhor, mas aumenta minha fé.
Creio que a Igreja Católica é minha Mãe.
10. Propósitos de vida cristã.
  • Aprender bem o Credo (os dois Símbolos)
  • Recitar sempre o Credo com devoção, não só na Missa
  • Rezar pelos que não tem o dom da Fé

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Formação: O Catecismo da Igreja Católica (Tema 02)

Autor: Jayme Pujoll e Jesus Sanches Biela
Fonte: Livro "Curso de Catequesis" do Editorial Palavra, España
Tradução: Pe. Antônio Carlos Rossi Keller

TEMA 02: 
DEUS VEM AO ENCONTRO DO HOMEM: A REVELAÇÃO
INTRODUÇÃO:
Santo Agostinho é um dos santos mais notáveis que a Igreja já teve, e um dos homens mais sábios do cristianismo. Depois de uma vida separada de Deus foi batizado, chegando a ser bispo da cidade de Hipona, no norte da África. E escreveu muito e tem um livro especialmente sugestivo: As Confissões, onde conta a sua conversão e proclama o desejo de Deus inscrito no coração da criatura: "Tu és grande, Senhor, e muito digno de louvor: grande é o teu poder, e tua sabedoria não tem medida. E o homem, pequena parte da tua criação, quer louvar-Te. Tu mesmo o incitas a isso, fazendo que encontre suas delícias em seu louvor, porque nos fizestes, Senhor, para ti e nosso coração está inquieto até que descanse em ti".
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. O desejo de Deus no coração humano
O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, que foi criado por Deus e para Deus ; Deus não deixa de atrair o homem para si, e só em Deus encontra a paz, a verdade e a alegria, que não cessa de buscar. O homem é um ser religioso. Como dizia São Paulo na cidade de Atenas, " em Deus vivemos, nos movemos e existimos" (Atos 17,28).
2. O esquecimento ou negação de Deus
Mas o homem pode esquecer-se de Deus, e inclusive recusá-Lo ou negar Sua existência. Motivos? A ignorância, o rebelar-se contra o mal que se sofre ou se vê, as preocupações do mundo e das riquezas, o mau exemplo de alguns que se chamam cristãos, as idéias contrárias à religião... e a atitude do pecador que - por medo - se oculta de Deus e foge de seu chamado. Nenhum desses pretextos justifica o esquecimento ou a negação de Deus .
3. É possível conhecer a existência de Deus por meio da razão natural
O homem pode conhecer a existência de Deus por dois caminhos: um, natural, e o outro sobrenatural. O caminho natural para conhecer a Deus tem como ponto de partida a criação, quer dizer, as coisas que nos rodeiam. Somente com a luz da razão, o homem sabe que nem as coisas nem ele tem em si mesmos a razão de ser, porque tiveram princípio e terão fim: são seres contingentes, seres criados e dependentes. Por isso, através do que foi criado, o homem pode chegar ao conhecimento da existência de Deus, Criador, Ser necessário e eterno, causa primeira e fim último de tudo.
4. Deus vem ao encontro do homem
Deus, além disso, por amor, revelou-se ao homem, vindo ao seu encontro; desta forma, lhe oferece uma resposta definitiva às perguntas que se faz sobre o sentido e o fim da vida humana. Deu-Se a conhecer em primeiro lugar, aos primeiros pais, Adão e Eva, depois da queda pelo pecado original, não os abandonou mas prometeu a salvação e ofereceu a sua aliança. Logo, com Abraão, elegeu o povo de Israel. Por fim, Deus se revelou plenamente enviando o seu próprio Filho, Jesus Cristo.
5. Jesus Cristo, Palavra de Deus Pai
Jesus Cristo é o Filho de Deus que se fez homem. É a palavra única, perfeita e definitiva de Deus Pai. Jesus Cristo já disse tudo o que Deus queria dizer a nós homens, de maneira que já há não existirá outra Revelação depois de Cristo.
6. As fontes da Revelação: Sagrada Escritura e Tradição
A Revelação de Deus pode ser encontrada na Sagrada Escritura e na Tradição divina. A sagrada Escritura é a Palavra de Deus transmitida por escrito, e consta nos livros inspirados por Deus que formam a Bíblia: 45 livros do Antigo Testamento ( antes da vinda de Jesus Cristo à terra) e 27 do Novo Testamento. A Tradição é a revelação divina encomendada por Cristo e o Espírito Santo aos Apóstolos, e transmitida íntegra, de viva voz à Igreja.
7. A Igreja, custodia e intérprete do depósito da fé
Cristo confiou à sua Igreja a Revelação de Deus, contida na Sagrada Escritura e na Tradição. A este tesouro nós o chamamos de depósito da fé. Cristo o confiou à Igreja para que o custodie, interprete, professe e pregue a todo mundo. Esta é a doutrina cristã, que a Igreja não cansa nunca de ensinar aos homens e mulheres de todas as idades e de todas as épocas.
8. Conhecer a Bíblia
A Igreja tem grande veneração pela Sagrada Escritura, destacando os quatro evangelhos que ocupam um lugar verdadeiramente privilegiado, pois o seu centro é Jesus Cristo. Na Missa, depois de ler o Evangelho, o sacerdote o beija em sinal de veneração e respeito. É lógico que todo cristão procure conhecer a Sagrada Escritura, especialmente os Evangelhos, e que dedique um tempo para ler e meditar a Palavra de Deus. Como diz São Jerônimo: "desconhecer a Escritura é desconhecer a Cristo".

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Formação: O Catecismo da Igreja Católica (Tema 01)

Autor: Jayme Pujoll e Jesus Sanches Biela
Fonte: Livro "Curso de Catequesis" do Editorial Palavra, España
Tradução: Pe. Antônio Carlos Rossi Keller

TEMA 01 
O FIM DO HOMEM NESTA TERRA: DAR GLÓRIA A DEUS, CONHECÊ-LO E AMÁ-LO
INTRODUÇÃO:
Ao nascer formamos parte de uma família que nos dá o nome e sobrenome; nesta família nascemos, crescemos e desenvolvemos nossas capacidades naturais. O Batismo produz em nós um segundo nascimento - esta vez para a vida sobrenatural da graça -, que nos faz cristãos e nos introduz na grande família da Igreja. Nós, batizados somos e nos chamamos cristãos. É este o nosso nome. Como os primeiros discípulos de Cristo: Pedro, Tiago, João..., também nós somos discípulos do Senhor.
Do mesmo modo que estamos orgulhosos de pertencer a nossa família, onde aprendemos muitas coisas, temos de estar também orgulhosos por pertencer à família da Igreja. A Igreja nos ensina também muitas coisas, que, na verdade, são as mais importantes, as únicas verdadeiramente importantes.

IDÉIAS PRINCIPAIS:

1. Para que estamos na terra
Existem pessoas que se perguntam para que estão nesta terra, porque nasceram, e não tiveram ninguém que lhes explicasse. Os cristãos - seguidores de Jesus Cristo - temos a sorte de conhecer estas coisas. Jesus Cristo as pregou e a Igreja as ensina. A doutrina de Jesus Cristo, ou Doutrina Cristã, dá a resposta a estas perguntas fundamentais. E as perguntas fundamentais que nós homens fazemos são: de onde venho, quem sou eu, para onde vou.

2. De onde viemos
A doutrina cristã diz que Deus criou livremente o homem para que participe de Sua vida bem aventurada, quer dizer, Sua mesma felicidade. Cada homem foi criado por Deus, com a cooperação de seus pais. Por isto, à pergunta de onde viemos, respondemos: viemos de Deus.

3. Quem somos
Deus não só criou o homem, mas está junto dele em todo tempo e lugar. Deus o chama e o ajuda a encontrá-Lo, quer que O conheça e O ame. Sabemos que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, e pelo batismo, nós cristãos somos feitos filhos adotivos de Deus, herdeiros de Sua glória. Portanto, se nos perguntam quem somos, a resposta é clara: sou filho de Deus.

4. Para onde vamos
Deus criou o homem para manifestar e comunicar Sua bondade e amor, de forma que possa conhecê-Lo e amá-Lo cada dia mais, e assim O sirva livremente nesta vida, gozando depois com Ele para sempre no céu. Deus quer que sejamos felizes aqui na terra e depois eternamente com Ele no céu. Se nos perguntam a nós, cristãos, para onde vamos, a resposta também é clara: para o céu. Se não conseguirmos esta meta, nossa vida será um fracasso.

5. Para que existe o homem
Agora podemos responder de modo mais explícito a esta pergunta que deve fazer a si mesmo todo homem: para que eu existo? E temos que dizer de modo absoluto: para dar glória a Deus, quer dizer, para manifestar a bondade e o amor do Criador. Deus não tem outra razão para criar. O homem é objeto do amor de Deus, e responde a Deus amando-O. Nisto está a felicidade do homem.

6. Devemos conhecer a doutrina cristã
Devemos conhecer os ensinamentos de Jesus Cristo, já que é nosso Deus, nosso Mestre, nosso Modelo. Seus ensinamentos nos mostram o caminho para conhecer e amar a Deus, para ser felizes nesta terra e depois eternamente na outra.

7. Partes principais da Doutrina Cristã
A primeira coisa que é preciso saber são as verdades de nossa fé: quem é Deus, quem é Jesus Cristo, quem criou o mundo, quem é o Espírito Santo, quem é a Virgem Maria, para que Cristo fundou a Igreja, qual o prêmio ou o castigo que nos espera, etc.. Estas coisas nós as conhecemos ao estudar O SÍMBOLO DA FÉ ou o CREDO.
Se queremos saber como é celebrada a nossa fé cristã, como nos tornamos cristãos, como se alcança o perdão de Deus, de que forma Deus nos ajuda para vencer as dificuldades que encontramos...., tudo isto aprendemos estudando A LITURGIA e OS SACRAMENTOS.
Também necessitamos saber o que Deus quer que façamos para ser felizes e fazer felizes os demais e poder chegar ao céu, como viver em Cristo. Vamos aprender estas coisas estudando A MORAL CRISTÃ nos MANDAMENTOS.
É preciso também conhecer o sentido e a importância da oração em nossa vida; por isto a quarta parte estuda A ORAÇÃO NA VIDA CRISTÃ.

Mensagem do Papa pela abertura da Campanha da Fraternidade no Brasil

"A saúde por excelência é a da alma"

Mensagem do Papa pela abertura da Campanha da Fraternidade no Brasil

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012(ZENIT.org) – “Suscitar, a partir de uma reflexão sobre a realidade da saúde no Brasil, um maior espírito fraterno e comunitário na atenção dos enfermos e levar a sociedade a garantir a mais pessoas o direito de ter acesso aos meios necessários para uma vida saudável”. Este foi o escopo da mensagem de Bento XVI enviada ao arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, em ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade 2012, sob o lema "que a saúde se difunda sobre a terra" (cf. Ecio 38,8).O Papa lembrou que para os cristãos “o lema bíblico é uma lembrança de que a saúde vai muito além de um simples bem-estar corporal”.E citou o episódio em que Jesus, antes de curar o paralítico, “perdoa-lhes os pecados, ensinando que a cura perfeita é o perdão dos pecados, e a saúde por excelência é a da alma, pois que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua alma?» (Mi 16,26)A mensagem fala da participação no mistério do sofrimento de Cristo para a salvação do mundo. Pois, «oferecendo o nosso sofrimento a Deus por meio de Cristo, nós podemos colaborar na vitória do bem sobre o mal, porque Deus toma fecunda a nossa oferta, o nosso ato de amor» (Bento XVI, Discurso aos enfermos de Turim, 2/V/2010).Bento XVI terminou a mensagem evocando a “intercessão de Nossa Senhora Aparecida — para todos, mas de modo especial para os doentes, o conforto e a fortaleza de Deus no cumprimento do dever de estado, individual, familiar e social, fonte de saúde e progresso do Brasil, tornando-se fértil na santidade, próspero na economia, justo na participação das riquezas, alegre no serviço público, equânime no poder e fraterno no desenvolvimento, E, para confirmar-lhes nestes bons propósitos, envio uma propiciadora Bênção Apostólica”.

Maria Emília Marega
fonte: http://www.zenit.org/article-29759?l=portuguese