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Pensamento do dia


"Como um viajante que erra o caminho e, assim que se apercebe, rapidamente retorna à estrada correta, assim também você continue a meditar sem se fixar nas distrações." (São Pio de Pietrelcina)
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quarta-feira, 27 de março de 2013

Até onde vai nosso consumo?

Ontem durante uma disciplina na área da Comunicação na Universidade, ouvi a seguinte afirmação da professora: “O consumo passou a ser a razão da nossa existência”. Confesso que lembrei diretamente do EJU neste instante, quando constantemente refletimos sobre a questão do ter e do ser.

Parece que a preocupação do “ter cada vez mais” está cegando as pessoas, fazendo com que elas deixem de lado o que realmente é fundamental na vida. Afinal, como pode o consumo ser a razão de nossa existência?
Obviamente vivemos na sociedade do consumo, onde a todo instante estamos utilizando ou comprando algo. Sem perceber usamos inúmeros ítens de consumo ao longo de nossos dias, desde a pasta de dentes até o combustível do automóvel. Porém, o que fico me questionamento é: até onde vai nosso desejo incontrolável de possuir coisas?
Após pensar sobre tudo isso, saí da aula com a sensação de que vivo ao mesmo tempo fora e dentro deste novo conceito. Pois enquanto sou uma consumidora constante, também não posso me conformar com a ideia de que milhares de pessoas percebam sua razão de viver no “ter cada vez mais”. Há algo muito maior e infinitamente mais importante para guiar nossas vidas...

Nanda Antunes

O que aprendemos sobre o AMOR na Quinta Feira Santa?



Chegamos à Semana Maior. Ela é especial, porque aprendemos que ela é chamada a ser Santa, separada, escolhida. Os dias que estamos vivendo são extraordinários. São 40 dias caminhando com o Bom Mestre, para nesta Semana contemplarmos ainda mais de perto os Mistérios da Sua Redenção sobre nós. Quantas lições aprendidas durante esse percurso. Hoje quero partilhar de modo particular sobre a Quinta Feira Santa. Ela por si só nos trás muitos ensinamentos. Mas, se me permitem quero me ater aqui apenas ao AMOR.
É bonito olhar para aquela noite e ser recordado ali na Santa Ceia que a mais bela oferta de Amor que podemos fazer a alguém não é de coisas, presentes, elogios, mas de nós mesmos. Naquela Quinta Feira especial, cada gesto e cada fala de Jesus nos ensina que “quando uma pessoa ama, não pode doar nada maior à outra do que a si mesma” (YOUCAT- 407). Se tivermos um olhar atento, compreenderemos que o dom do Pão e do Vinho Eucarísticos significam para nós tudo aquilo de que temos fome. Temos fome de cuidado, de afeto, de atenção, em uma palavra: de AMOR. E Jesus se faz alimento para nos nutrir. Faz-Se alimento, porque refeição é devolução, é restituição daquilo que perdemos. Alimentamo-nos diariamente para devolver ao corpo aquilo que lhe foi subtraído e perdido. Cada refeição é lugar e oportunidade de se restituir.
Em Jesus, a refeição é tão redentora que alguns dos Seus encontros se deram no seu desejo de sentar-se à mesa com aqueles que precisavam ter a Vida Plena devolvida. O prato principal não era material, mas sim a Vida, o Amor! Em algumas refeições temos o encontro com Zaqueu e toda sua família (Lc 19, 1-10); depois em Betânia Ele entra na história de Simão, o Leproso (Mc 14, 3), e finalmente com os discípulos na Última Ceia, onde Ele se senta à mesa para fazer refeição com seus amigos.  Interessante é que nas duas primeiras refeições, o Mestre nos ensina que quando nos sentamos à mesa, não nos alimentamos tão somente do que está posto sobre ela, mas, sobretudo de quem se serve dela. Alimentamo-nos do olhar, do amor, dos gestos, do afeto, e de tudo o que o outro significa. O banquete não é lugar para saciar somente a fome do corpo, mas também a fome da alma.
Com os discípulos o significado da refeição fica mais claro e ganha o sentido da Redenção, pois ali a Salvação acontece. Jesus se senta à mesa e torna-Se a refeição na qual todos os convidados se alimentam. N’Ele o Verdadeiro Amor se traduz. O Pão se transforma em Seu Corpo e o Vinho em Seu Sangue. E como se não bastasse, Ele estende o seu Amor desde o Sacrifício Eucarístico até o Sacrifício do Calvário. Ali Ele revela e identifica o pão que reparte, com o Seu corpo entregue para a vida do mundo no alto da Cruz. Os sacrifícios se abraçam e se tornam um só. O Pão na Eucaristia passa a ser o Amor que na Cruz Ele nos doou até o fim. E assim, em resposta a esse Amor e ao Seu pedido, temos feito desde então “ação de graças” em Sua memória. Desde aquela Quinta Feira, temos atualizado em nossos corações, por meio da Eucaristia em cada Missa celebrada, aquela única e maior oferta de Amor que já recebemos. João, o discípulo amado, aquele que estava reclinado no peito de Jesus durante a Ceia, (Jo 13, 23) entendeu bem essas lições, e não sem razão nos escreveu dizendo que realmente são “felizes todos os que convidados para este Banquete!” (Ap 19,9).


Jerônimo Lauricio
Equipe Catecismo Jovem 

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

O dom da amizade

Muitas amizades terminam, porque nunca começaram de verdade

Antoine de Saint-Exupéry, autor do livro 'O Pequeno Príncipe', escreve: "Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo". Muitas vezes, vivemos em meio a multidões e nos sentimos sozinhos. Falta-nos a presença de um amigo que ouça nossas dores e cure, com o bálsamo das palavras de conforto, as feridas de nossa alma. Amigo verdadeiro sabe cuidar do outro sem deixar de cuidar de si mesmo. Somente quem descobriu, na vida, uma verdadeira amizade saberá valorizar este dom tão precioso e valioso quanto um diamante.

A melhor definição do que seja amizade encontramos nas Sagradas Escrituras: "Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou descobriu um tesouro. Nada é comparável a um amigo fiel; o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade da sua fé. Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor achará esse amigo. Quem teme o Senhor terá também uma excelente amizade, pois o seu amigo lhe será semelhante" (Eclo 6,14ss). As verdadeiras amizades são tão preciosas que são comparadas pelo Autor Sagrado como um tesouro. Algo valioso que, uma vez encontrado, deve ser cuidado e valorizado.

Amigos nascem de muitas semelhanças, mas também de diferenças. Na escola da vida aprendemos a reconhecer um amigo pela presença silenciosa nos momentos de dor. Amigo verdadeiro sabe se alegrar com as nossas conquistas. Amizade que cultiva a inveja perde o seu sentido e sufoca a raiz do amor gratuito que fortalece a árvore da partilha que cultivamos.

Amizade verdadeira constrói pontes e derruba os muros que separam e dividem. Um amigo de verdade sabe caminhar conosco nas noites sem as estrelas da esperança, e nos guia com a luz do seu amor pelo caminho do bem e da verdade. Amigo sincero fala-nos com carinho, mas não deixa de nos dizer a verdade, mesmo que, muitas vezes, não estejamos dispostos a ouvir.
Amigo verdadeiro sabe respeitar o nosso tempo e não nos sufoca com seu excesso de proteção. Ele sabe que estar longe e tão importante quanto estar perto. Ele nos compreende quando preferimos o silêncio das reflexões ao barulho das palavras sem sentido.

Uma amizade madura nasce no tempo e se cultiva por toda a vida. No tesouro da vida, a amizade deve ser cuidada com carinho e ternura. Quem descuida de um amigo abandona um tesouro valioso e deixa de lado um pouco de si mesmo que foi guardado no coração da outra pessoa. A melhor maneira de valorizarmos uma amizade é ser presença e não ser inconveniente.

Muitas amizades terminam, porque nunca começaram de verdade. São relações interpessoais cultivadas de maneira superficial. Amizade que tem sua base no amor conhece a história do outro e, por isso mesmo, sabe ser misericordioso com quem nos confia partes de sua vida em retalhos de lágrimas e sorrisos.

Jesus confiou tão verdadeiramente em Seus discípulos que não os chamava mais de servidores, mas sim de amigos: “Eu já não chamo vocês de empregados, pois o empregado não sabe o que seu patrão faz; eu chamo vocês de amigos, porque eu comuniquei a vocês tudo o que ouvi de meu Pai” (cf. Jo 15,15). A vida e a missão de Jesus não eram segredos para aqueles que conviviam com Ele diariamente. Jesus sabia que somente aqueles que acolhem a vida do outro na sua própria vida são amigos verdadeiros. O amor de Jesus por cada amigo foi tão grande que a Sua vida já não seria mais Sua, mas continuaria para sempre viva no coração de cada um daqueles que o seguiam, e, no paraíso, esta vida doada e partilhada seria contemplada em um abraço amigo que iria durar toda uma eternidade.

Fonte: Canção Nova
Dica de: Fabiana dos Santos

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Em seu aniversário, Bento XVI recorda que está no “último trecho” de sua vida

Vaticano, 16 Abr. 12 / 04:53 pm (ACI)

Na Missa que celebrou esta manhã na capela paulina do Palácio Apostólico do Vaticano, o Papa Bento XVI comoveu os presentes com uma homilia muito pessoal na que admitiu que já começou a última fase de sua vida e recordou os gestos de Deus desde sua infância e refletiu sobre os Santos que o inspiraram desde seu nascimento.

 “Eu me encontro diante do último trecho da viagem da minha vida e eu não sei o que me espera. Eu sei, no entanto, que a luz de Deus existe, que Ele ressuscitou, que Sua luz é mais forte do que qualquer escuridão, que a bondade de Deus é mais forte que qualquer mal deste mundo. E isso me ajuda a prosseguir com confiança. Isso nos ajuda a avançar, e nesta hora agradeço a todos aqueles que sempre me fizeram perceber o ‘sim’ de Deus através da sua fé.

Falando em alemão e diante de compatriotas seus, o pontífice disse que Santa Bernadette, a vidente de Lourdes, e São Bento José Labre, um santo do século XVII conhecido como o “peregrino dos mendigos”, as duas figuras de referência que teve desde pequeno.

O Pontífice confessou que compartilhar a data de aniversário com Santa Bernardette Subirous, a vidente das aparições da Lourdes foi muito especial para ele.

“Hoje é o dia desta pequena Santa que sempre foi um modelo para mim, um modelo de como devemos ser. De fato, mesmo com todas as coisas que devemos saber e fazer, que são necessárias, não devemos perder o coração simples, o olhar simples de coração, capaz de ver o essencial”, disse.

O Papa recordou que Bernardette “sabia ver” o que a Virgem lhe assinalava: “a fonte viva, pura”. Água que é imagem “da verdade que vem a nosso encontro na fé, da verdade não dissimulada e não poluída”. Porque “para poder viver, para poder chegar a ser puros, necessitamos que em nós nasça a nostalgia da vida pura, da verdade verdadeira, do que não é poluído pela corrupção, do ser humano sem pecado”.

“Em nosso tempo, no que vemos no mundo tantos afãs, e no que irrompe a necessidade da água, da água pura, este signo tão maior. Da María, da Mãe do Senhor, do coração puro, vem também a água pura, descontaminada, que dá a vida, a água que neste século, e nos séculos por vir, desencarde-nos e nos sã”.

Além disso, refletiu sobre São Bento José de Lavre, falecido um 16 de abril e com quem compartilha o nome de Papa e o de bastismo, Joseph. Um santo “europeu” que tem sua particularidade no fato que “não quer fazer outra coisa” que “rezar e dar testemunho” de Deus.

O Papa recordou que nasceu um Sábado Santo e seus pais o batizaram neste mesmo dia. Ele agradeceu-lhes por tê-lo “feito renascer” esse dia através da água do Batismo. “De que maneira o dom da vida é realmente tal? É justo dar a vida assim, simplesmente? É responsável ou muito imprevisível? A vida biológica por si mesmo é um dom, e entretanto está circundada por uma grande pergunta”, acrescentou.

Bento XVI assinalou também que “a vida se converte em um verdadeiro dom se junto a ela se pode dar também uma promessa que é mais forte que qualquer desventura que possa ameaçar-nos, se ela estiver imersa em uma força que garante que ser um homem é um bem (…) Assim, ao nosso nascimento vai associado o renascimento, a certeza de que na verdade é algo bom, porque a promessa é mais forte que as ameaças”.

O Papa explicou que o sentido do Batismo é pertencer a grande e nova família de Deus que é “mais forte que todas as forças negativas que nos ameaçam”.

sexta-feira, 30 de março de 2012

De novo, Domingo de Ramos


+ Zeno Hastenteufel

Nem parece que já passou um ano, mas já estamos de novo diante do domingo de ramos, abertura da semana santa e conclusão da Campanha da Fraternidade. É ao mesmo tempo o sexto e último domingo da quaresma. É uma solenidade muito marcante na vida de nosso povo. Nós temos muitos católicos que participam “todos os domingos... de ramos”. É pouco, mas isto revela que, neste dia, quando é hora de assumir uma posição a favor ou contra Jesus, o nosso povo está lá, com a palma verde na mão, disposto a dizer o seu “sim”.
Há dois mil anos, em Jerusalém foi assim: aqueles que nunca tinham tempo para Jesus, e talvez eles nem estivessem levando a sério a nova mensagem pregada e que não estivessem dispostos a segui-lo, para valer, naquela hora estavam lá, com seus ramos na mão, gritando: “Hosana ao Filho de Davi, Hosana nas alturas”! É o grande tema deste domingo, dia da opção, por Ele ou contra Ele. É o dia em que assumimos posição para toda a semana, especialmente para o tríduo sagrado, da próxima sexta, sábado e domingo. Muitos fazem “feriadão”, mas os cristãos mais conscientes estarão ao lado de Jesus até a cruz, até a sepultura e até a ressurreição. Estes estarão aguardando a grande vigília da páscoa, em que celebramos a vitória sobre a morte e o pecado, a vitória da vida sobre a morte.
A leitura da paixão que nos é apresentada neste domingo revela precisamente esta grande contradição, em que aquele mesmo povo que no domingo anterior estava com seus ramos verdes na mão, gritando palavras de ordem, em favor de Jesus, estará diante da porta do palácio de Pilatos, gritando: “Crucifica-o; crucifica-o”!
Aliás, esta contradição Jesus já experimentou no seu grupo de apóstolos. Foram tão bem instruídos, participam do lava-pés e da primeira missa, recebem a Eucaristia, e logo depois, um se torna traidor, outro nega ser amigo dele, e os outros dez todos fugiram, com medo de se comprometer.
Situações semelhantes nós vivemos ainda nos dias de hoje, quando no domingo de ramos, enchemos as igrejas e carregamos braçadas de ramos e, no resto da semana santa, simplesmente vivemos um feriadão de páscoa, não mais lembrando o sentido profundo de uma paixão, morte e ressurreição do Senhor.
O certo mesmo seria, no domingo de ramos, estarmos com o Senhor e assumir o nosso compromisso de viver bem toda a semana santa, lado a lado com Ele, até a cruz e sepultura, para podermos ressuscitar com Ele, para uma nova vida, na noite de páscoa. Depois, vamos assumir a missão de anunciar o Cristo vivo e ressuscitado. 

Fonte: http://cljnh.com.br/noticias

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Mensagem do Papa pela abertura da Campanha da Fraternidade no Brasil

"A saúde por excelência é a da alma"

Mensagem do Papa pela abertura da Campanha da Fraternidade no Brasil

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012(ZENIT.org) – “Suscitar, a partir de uma reflexão sobre a realidade da saúde no Brasil, um maior espírito fraterno e comunitário na atenção dos enfermos e levar a sociedade a garantir a mais pessoas o direito de ter acesso aos meios necessários para uma vida saudável”. Este foi o escopo da mensagem de Bento XVI enviada ao arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, em ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade 2012, sob o lema "que a saúde se difunda sobre a terra" (cf. Ecio 38,8).O Papa lembrou que para os cristãos “o lema bíblico é uma lembrança de que a saúde vai muito além de um simples bem-estar corporal”.E citou o episódio em que Jesus, antes de curar o paralítico, “perdoa-lhes os pecados, ensinando que a cura perfeita é o perdão dos pecados, e a saúde por excelência é a da alma, pois que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua alma?» (Mi 16,26)A mensagem fala da participação no mistério do sofrimento de Cristo para a salvação do mundo. Pois, «oferecendo o nosso sofrimento a Deus por meio de Cristo, nós podemos colaborar na vitória do bem sobre o mal, porque Deus toma fecunda a nossa oferta, o nosso ato de amor» (Bento XVI, Discurso aos enfermos de Turim, 2/V/2010).Bento XVI terminou a mensagem evocando a “intercessão de Nossa Senhora Aparecida — para todos, mas de modo especial para os doentes, o conforto e a fortaleza de Deus no cumprimento do dever de estado, individual, familiar e social, fonte de saúde e progresso do Brasil, tornando-se fértil na santidade, próspero na economia, justo na participação das riquezas, alegre no serviço público, equânime no poder e fraterno no desenvolvimento, E, para confirmar-lhes nestes bons propósitos, envio uma propiciadora Bênção Apostólica”.

Maria Emília Marega
fonte: http://www.zenit.org/article-29759?l=portuguese

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Que os sacerdotes e os religiosos sejam "semeadores de esperança"

Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 13 de fevereiro, 2012 (ZENIT.org) – Há dois meses e meio da celebração do Dia Mundial de Oração pelas Vocações, o Papa Bento XVI, como todos os anos, para a ocasião, difunde a sua mensagem, dirigida aos bispos, sacerdotes e fiéis de todo o mundo.
O Santo Padre, em vista do Dia - previsto para o próximo dia 29 de Abril - lembrou que a "fonte de todo dom perfeito é Deus Amor", recordando as palavras de São Paulo, que, em Jesus, Deus "nos escolheu antes da criação do mundo para sermos santos e irrepreensíveis diante dele no amor "(Ef 1,4).
Portanto, fomos já "amados por Deus antes mesmo de vir à existência", e Deus, movido "exclusivamente pelo seu amor incondicional", nos tem "criado do nada para nos conduzir à plena comunhão Consigo", disse o Papa
A verdade profunda da nossa existência está contida num "mistério surpreendente": toda criatura é "fruto de um pensamento e de um ato de amor de Deus". Mesmo Santo Agostinho, recordou o Santo Padre, se comove com a descoberta do amor de Deus, "beleza tão antiga e tão nova", que chama o homem quebrando as paredes da sua cegueira e surdez, transformando-lhe, portanto, toda existência.
Toda vocação é fruto do amor gratuito e "dom da Caridade de Deus", certamente não de uma "bondade particular encontrada em nós", disse o Santo Padre.
Como o próprio Bento XVI escreveu na sua primeira encíclica, Deus caritas est, Deus se manifesta primeiro na sua existência terrena com a Última Ceia, a Crucificação e a Ressurreição, depois, "através de homens por meio dos quais Ele transparece; através da sua Palavra, sacramentos, especialmente na Eucaristia "(n. 17).
A "grandeza" da vida cristã, continuou o Papa, está justo no amar como Deus", ou seja, num "dom total de si mesmo fiel e fecundo." Somente sobre este terreno oblativo" podem nascer as vocações.
Além disso, tanto o amor a Deus como o amor ao próximo, decorrem da "mesma fonte divina." Como afirma São Gregório Magno, Deus semeia em nossos corações "primeiro a raiz do Amor para com ele, e depois é desenvolvido como uma copa, o amor fraternal."
Os sacerdotes e os religiosos se tornam "imagens visíveis, embora sempre imperfeitas" do amor por Deus, e são obrigados a viver as duas expressões do amor divino "com particular intensidade e pureza de coração." O sacerdote - ou o consagrado - manifestando o amor ao próximo, especialmente se mais sofrido, se torna um "semeador de esperança."
A exortação de Bento XVI aos bispos, sacerdotes, diáconos, consagrados, catequistas e cristãos como um todo é, pois, a de colocar-se em "escuta atenta" dos jovens que apresentem os sinais de uma "chamada ao sacerdócio ou a uma especial consagração", criando "condições favoráveis" para muitas "respostas generosas ao chamado do amor de Deus."
Condições necessárias para um bom caminho vocacional são: “o amor à Palavra de Deus", a "oração pessoal, mas acima de tudo, a Eucaristia como "centro vital de cada caminho vocacional", sendo o “Sacrifício de Cristo, expressão perfeita do amor ".
O desejo do Papa é que as Igrejas locais possam se tornar um lugar de "atento discernimento e de profunda verificação vocacional, oferecendo aos jovens e às jovens uma orientação espiritual sábia e vigorosa."
Até mesmo as famílias, no entanto, devem estar dispostas a ser, como afirmado pelo Beato João Paulo II, "o primeiro e o melhor seminário da vocação à vida de consagração ao Reino de Deus” (Familiaris consortio, 53), e ajudar a "redescobrir, justo dentro da família, a beleza e a importância do sacerdócio e da vida consagrada”, sobre o modelo da Sagrada Família de Nazaré," reflexo harmonioso na terra da Santíssima Trindade. "

[Tradução Thácio Siqueira]
Permalink: http://www.zenit.org/article-29691?l=portuguese

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

2012 - Ano de caminhar sob os passos da autoridade do Amor!

Nestes primeiros dias do ano, permitam lhes partilhar irmãos, o quanto cada vez mais tenho me convencido  que nossos gestos precisam  estar o tempo inteiro envolvidos no Amor Redentor de Jesus. Me explico:  Redenção é aquela bonita experência que podemos fazer de sermos retirados de um lugar ou posição inferior e sermos colocados num lugar e/ou posição nobres. A partir do horizonte do Cristianismo, é como sermos levados da condição de “Adão” à condição do “Cristo”, onde sua autoridade amorosa nos tira da miséria do pecado e nos leva à Redenção. 

E por que autoridade  amorosa? Autoridade vem do latim – AUGERE – e significa aumentar, elevar, fazer crescerDiferentemente do que sabemos, a autoridade verdadeira não reclama para si uma posição ou estado de superioridade face ao outro. Ao contrário, quando enraizada no Amor, ela revela em sua essência a certeza de  que quem faz uso dela, para acreditar em sua própria grandeza não precisa rebaixar o outro, mas de outro modo elevá-lo, fazê-lo crescer…. É isso que a autoridade de Cristo faz com a nossa condição humana. Nos retira do “solo adâmico”, lava nossos pés (Jo 13, 4-5), e nos faz experimentar o seu Amor Redentor.

É interessante que esta autoridade de Jesus incomoda os fariseus e escribas do seu tempo, pois, “com efeito, Ele ensinava como quem tinha autoridade e não como eles, os escribas” (Mt 7, 28-29). É tão bonito como Jesus olha para cada um dos que Ele encontra em seu caminho, lhes devolvendo a condição de homem novo e de mulher nova, que foi subtraída pela miséria do pecado. São tantas curas, tanto encontros, tantas devoluções… Jesus quando viu por exemplo a Maria Madalena, Ele fez com que aquela mulher voltasse a ver aquilo que ela era, não uma prostituta, mas uma filha de Deus criada por Ele, e não aquilo que o pecado a tornou (Jo 8, 1-11).

Outros encontros amorosos são o de Jesus com Zaqueu (Lc 19, 1-9); a cura do cego de Jericó (Lc 18, 35-43); a escolha dos Apóstolos (Mt 10, 1-8)… Bem, o que não falta é ocasião e terreno para Jesus cultivar as sementes desta autoridade que  ama e salva. O tempo inteiro como discípulos a gente corre o risco de não saber cultivar destas sementes, muito embora o Bom Mestre tenha nos ensinado. A gente corre o risco até de oscilar no comportamento daqueles fariseus que se dirigiam a Jesus perguntando-lhe: “Dize-nos com que direito fazes essas coisas, ou quem te deu essa autoridade?” (Lc 20, 2).  A propósito, diante desta pergunta, não é de estranhar que Jesus tenha se recusado a lhes responder (Lc 20, 8). A grandeza destes gestos está velada no Amor, e só quem ama é capaz de percebê-los e exercitá-los. Os fariseus certamente tinham alguma dificuldade,  porque se calçavam o tempo inteiro em uma falsa autoridade enraizada no homem velho. E aqui  permitam-me ir um poquinho mais na  gênesis daquela pergunta: ao que parece, aqueles escribas agem assim porque desprezam ou desconhecem o verdadeiro sentido de homem que é recordado na autoridade amorosa de Jesus.  E aqui penso que é interessante saber que a palavra grega para homem é ANTHROPOS e vem de ANATRAPEIN, significando pois, “reerguer alguma coisa” , trazê-la para cima. Curioso é que a Biologia e sua Lei da Evolução nos sugere esta mesma explicação quando fala da gênesis do homem: caminhávamos, segundo ela cabisbaixos,  encurvados, e aos poucos  nos tornamos eretos. (Bem, isso não entra no mérito da nossa partilha…heheh…citei a título de curiosidade). De qualquer modo, penso que este detalhe nos permite entender o  que Jesus em sua Auotoridade  nos faz quando  nos encontramos encurvados pelo peso do pecado e de toda miséria humana: o seu Amor nos faz homens e mulheres novos, reerguidos, voltados para o alto!

Uma última palavra agora é sobre o ”direito” reclamado por aqueles fariseus a Jesus. Ele é tão simples e redentor quanto a Autoridade. Veja bem: a raiz da palavra direito é a mesma do verbo latino “REGERE” , isto é, conduzir, endireitar, reger… Quando nos encontramos com Jesus, o seu Amor nos eleva  e nos conduz por caminhos antes nunca percorridos. E o bonito é que depois de elevados e conduzidos nossa missão é endireitar o caminho de outros e também fazê-los crescer, para que se cumpra o desejo de Jesus quando nos diz: “Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações;batiza-ias em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo. Ensina-os a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias até fim” (Mt 28, 18-20). Assim sendo meus queridos, queiramos ao longo deste novo ano caminhar sob à Autoridade do Amor, para que através dela conduzamos e erguamos todos quantos o Senhor nos permitir encontrar.  Ah… não nos preocupemos como e o que  faremos, só queiramos fazer! Abramo-nos à Graça e o milagre da missão acontecerá. Em gestos simples como um sorriso, uma palavra, um afeto, uma acolhida, uma oração, uma escuta, um silêncio, ainda que pequenos, quando feitos amorosamente realizam GRANDES coisas! Um Ano de Graça e Amor a todos!
 
Seu irmão, Jerônimo Lauricio
Bacharel em Filosofia.
E-mail: jeronimolauricio@gmail.com 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Maranathá! Vem Senhor Jesus!


Quero começar este ano de 2012 falando com você sobre uma realidade muito linda da nossa Igreja e muito concreta na nossa vida de cristãos, a Segunda Vinda de Cristo.

Um costume histórico do tempo da monarquia pode nos ajudar a entender essa realidade da nossa fé. Quando um rei era informado a respeito de que alguma cidade ou região de seu reinado estava passando muitas dificuldades por desobediência às leis, o rei decretava a Parusia. Esse era o tempo em que o rei mesmo visitaria aquela cidade. À frente do rei eram enviados mensageiros para avisar a cidade da proximidade da sua chegada e para exortar a uma mudança de vida. Muitas vezes quando o rei chegava naquela cidade, as situações erradas haviam sido corrigidas, pois o povo, antes em desordem, acolhia o aviso da Parusia e mudava de conduta, então o rei não precisava castigá-los, mas celebrava com eles o restabelecimento da ordem e da paz.

"Comece este novo ano vigilante e disposto às mudanças necessárias em sua vida", exorta monsenhor Jonas

Entretanto, em alguns casos, as cidades persistiam na conduta errada e, mesmo sendo avisada da proximidade da visita do rei, em nada alteravam seu modo de viver, algumas vezes, usando a demora do rei em chegar até pioravam as desordens. Isso obrigava o rei a agir na sua chegada com severidade, corrigindo as desordens e separando os bons dos maus. Esses últimos experimentavam uma condenação, pois foram avisados, mas endureceram a cabeça e o coração e não mudaram de vida, acabaram colhendo a condenação que plantaram no tempo da desobediência.

Nós como Igreja vivemos esse tempo da Parusia. Já fomos avisados que o Nosso Rei virá em breve, e que cada vez está mais próxima a sua chegada. A nós cabe o acolhimento ou não da exortação à mudança de vida, pois disso dependerá o que vamos colher no tempo da segunda vinda de Cristo, Nosso Rei. Ele virá, isso é certo!

“O Senhor não tarda a cumprir sua promessa, como alguns interpretam a demora. É que ele está usando de paciência para convosco, pois não deseja que ninguém se perca. Ao contrário, quer que todos venham a converter-se” (2Pd 3,9).

No início deste novo ano, onde muitos refazem seus projetos de vida e traçam metas para serem alcançadas durante todo o ano, venho trazendo essa realidade muito concreta da nossa Fé: a segunda vinda de Cristo. Isso para que você possa, entre tantas metas e projetos para esse novo ano, estabelecer como uma urgente prioridade estar se preparando para a chegada do nosso Rei! Não se engane com essa demora da Sua chegada, pois esse é o tempo da misericórdia para mim e para você, para que o maior número de fiéis esteja entre aqueles que o Rei quando chegar encontrará com a vida em ordem. A demora do Rei em chegar pela segunda vez é a nossa chance para colocar a nossa vida de acordo com suas exigências, pois nada poderá mudar essa verdade: Ele está chegando.

“Caríssimos, vivendo nesta esperança, esforçai-vos para que ele vos encontre numa vida pura, sem mancha e em paz” (2Pd 3,14).

Começamos assim este ano de 2012, vigilantes e dispostos às mudanças necessárias, para que, quando o Nosso Rei chegar, em sua vinda gloriosa, nós possamos tomar parte com Ele desse lindo momento. É isso que dá sentido a todo o agir missionário da Canção Nova. Eu e cada um dos missionários nos sentimos responsáveis na preparação de um povo bem disposto para receber o nosso Rei que está voltando. Por isso, eu, você e toda a família Canção Nova juntos com a Igreja clamamos: Maranathá! Vem, Senhor Jesus!

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Menino com síndrome de down comove milhares no Facebook falando a favor da vida

REDAÇÃO CENTRAL, 31 Out. 11 / 01:49 pm (ACI/EWTN Noticias)

Uma fotografia na qual se aprecia um sorridente menino com síndrome de down sustentando um pôster com um breve "resumo" de sua vida comoveu usuários do Facebook por seu tocante testemunho.
(foto We can end abortion)

 Na foto se aprecia ao pequeno sustentando um pôster que, em inglês, diz o seguinte:

 "Talvez não seja perfeito
mas sou feliz.
Sou obra das mãos de Deus
Estou feito a sua imagem
E sou abençoado
Faço parte de 10 por cento de meninos
com Síndrome de Down
que sobreviveu o Roe vs.Wade" (decisão que despenalizou o aborto nos EUA).

Desde a sentença favorável ao aborto no caso Roe vs. Wade, 90 por cento das crianças com síndrome de down perecem no ventre materno por causa desta prática anti-vida.

A fotografia faz parte de uma campanha titulada "We can end abortion" (Podemos pôr fim ao aborto) promovida pelo site pró-vida LifeSiteNews.

Para ver a publicação original viste:

http://www.facebook.com/pages/We-cão-end-abortion/165284543530775#!/photo.php?fbid=232331486826080&set=pu.165284543530775&type=1&theater

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

YOUCAT - Catecismo Jovem

Queridos jovens amigos!
Hoje aconselho-vos a leitura de um livro extraordinário.
É extraordinário pelo seu conteúdo mas também pelo modo em que se formou, que desejo explicar-vos brevemente, para que se possa compreender a sua particularidade. Youcat teve origem, por assim dizer, de outra obra que remonta aos anos 80. Era um período difícil para a Igreja e para a sociedade mundial, durante o qual surgiu a necessidade de novas orientações para encontrar o caminho rumo ao futuro. Após o Concílio Vaticano II (1962-1965) e no mudado clima cultural, muitas pessoas já não sabiam correctamente no que os cristãos deveriam acreditar exactamente, o que a Igreja ensinava, se ela podia ensinar algo tout court e como tudo isto podia adaptar-se ao novo clima cultural.
O Cristianismo como tal não está superado? Pode-se ainda hoje racionalmente ser crente? Estas são as questões que muitos cristãos se formulam até nos nossos dias. O Papa João Paulo II optou então por uma decisão audaz: deliberou que os bispos do mundo inteiro escrevessem um livro com o qual responder a estas perguntas.
Ele confiou-me a tarefa de coordenar o trabalho dos bispos e de vigiar a fim de que das suas contribuições nascesse um livro – quero dizer, um livro verdadeiro e não uma simples justaposição de uma multiplicidade de textos. Este livro devia ter o título tradicional de Catecismo da Igreja Católica e todavia ser algo absolutamente estimulante e novo; devia mostrar no que a Igreja Católica crê hoje e de que maneira se pode acreditar de modo racional. Assustei-me com esta tarefa e devo confessar que duvidei que algo semelhante pudesse ter bom êxito. Como podia acontecer que autores espalhados pelo mundo pudessem produzir um livro legível?
Como podiam homens que vivem em continentes diversos, e não só sob o ponto de vista geográfico, mas inclusive intelectual e cultural, produzir um texto dotado de uma unidade interna e compreensível em todos os continentes?
A isto acrescentava-se o facto de que os bispos deviam escrever não simplesmente como autores individuais, mas em representação dos seus irmãos e das suas Igrejas locais.
Devo confessar que até hoje me parece um milagre o facto de que este projecto no final se realizou. Encontrámo-nos três ou quatro vezes por ano por uma semana e debatemos apaixonadamente sobre cada parte do texto, na medida em que se desenvolvia.
Como primeira atitude definimos a estrutura do livro: devia ser simples, para que cada grupo de autores pudesse receber uma tarefa clara e não forçar as suas afirmações num sistema complicado. É a mesma estrutura deste livro; ela é tirada simplesmente de uma experiência catequética de um século: o que cremos / de que modo celebramos os mistérios cristãos / de que maneira temos a vida em Cristo / de que forma devemos rezar. Não quero explicar aqui o modo como debatemos sobre a grande quantidade de questões, até chegar a compor um livro verdadeiro. Numa obra deste género são muitos os pontos discutíveis: tudo o que os homens fazem é insuficiente e pode ser melhorado, e não obstante, trata-se de um grande livro, um sinal de unidade na diversidade. A partir das muitas vozes pôde-se formar um coro porque tínhamos a comum partitura da fé, que a Igreja nos transmitiu desde os apostólos, através dos séculos até hoje.
Por que tudo isto?
Desde a redacção do CIC, tivemos que constatar que não só os continentes e as culturas das suas populações são diferentes, mas também no âmbito de cada sociedade existem diversos “continentes”: o trabalhador tem uma mentalidade diferente do camponês; um físico de um filólogo; um empresário de um jornalista, um jovem de um idoso. Por este motivo, na linguagem e no pensamento, tivemos que nos colocar acima de todas estas diferenças e, por assim dizer, buscar um espaço comum entre os diferentes universos mentais; com isto tornamo-nos cada vez mais conscientes do modo como o texto exigia algumas “traduções” nos diversos mundos, para poder alcançar as pessoas com as suas mentalidades diferentes e várias problemáticas.

 Desde então, nas jornadas mundiais da juventude (Roma, Toronto, Colónia, Sydney) reuniram-se jovens de todo o mundo que querem acreditar, que estão em busca de Deus, que amam Cristo e desejam caminhos comuns. Neste contexto perguntámo-nos se não deveríamos traduzir o Catecismo da Igreja Católica na língua dos jovens e fazer penetrar as suas palavras no seu mundo. Naturalmente, também entre os jovens de hoje existem muitas diferenças; assim, sob a comprovada guia do arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, formou-se um Youcat para os jovens.


Espero que muitos se deixem cativar por este livro.


Algumas pessoas dizem-me que o catecismo não interessa à juventude moderna; mas não acredito nesta afirmação e estou certo de que tenho razão. A juventude não é tão superficial como é acusada de o ser; os jovens querem saber deveras no que consiste a vida. Um romance policial é empolgante porque nos envolve no destino de outras pessoas, mas que poderia ser também o nosso; este livro é cativante porque nos fala do nosso próprio destino e portanto refere-se de perto a cada um de nós.


Por isso, exorto-vos: estudai o catecismo! Estes são os meus votos de coração.Este subsídio ao catecismo não vos adula; não oferece fáceis soluções; exige uma nova vida da vossa parte; apresenta-vos a mensagem do Evangelho como a “pérola de grande valor” (Mt 13, 45) pela qual é preciso dar tudo.


Portanto, peço-vos: estudai o catecismo com paixão e perseverança! Sacrificai o vosso tempo por ele! Estudai-o no silêncio do vosso quarto, lede-o em dois, se sois amigos, formai grupos e redes de estudo, trocai ideias na internet. Permanecei de qualquer modo em diálogo sobre a vossa fé! Deveis conhecer aquilo em que credes; deveis conhecer a vossa fé com a mesma exactidão com a qual um perito de informática conhece o sistema operativo de um computador; deveis conhecê-la como um músico conhece a sua peça; sim, deveis ser muito mais profundamente radicados na fé do que a geração dos vossos pais, para poder resistir com força e decisão aos desafios e às tentações deste tempo. Tendes necessidade da ajuda divina, se a vossa fé não quiser esgotar-se como uma gota de orvalho ao sol, se não quiserdes ceder às tentações do consumismo, se não quiserdes que o vosso amor afogue na pornografia, se não quiserdes trair os débeis e as vítimas de abusos e violência.

Se vos dedicardes com paixão ao estudo do catecismo, gostaria de vos dar ainda um último conselho: sabei todos de que modo a comunidade dos fiéis recentemente foi ferida por ataques do mal, pela penetração do pecado no seu interior, aliás, no coração da Igreja. Não tomeis isto como pretexto para fugir da presença de Deus; vós próprios sois o corpo de Cristo, a Igreja! Levai o fogo intacto do vosso amor a esta Igreja todas as vezes que os homens obscurecerem o seu rosto. “Sede diligentes, sem fraqueza, fervorosos de espírito, dedicados ao serviço do Senhor” (Rm 12, 11).
Quando Israel se encontrava no ponto mais obscuro da sua história, Deus chamou em seu socorro não os grandes e as pessoas estimadas, mas um jovem de nome Jeremias; ele sentiu-se chamado a uma missão demasiado grande: “Ah! Senhor Javé, não sou um orador, porque sou ainda muito novo!” (Jr 1, 6). Mas Deus replicou: “Não digas: sou ainda muito novo – porquanto irás aonde Eu te enviar, e dirás o que Eu te mandar” (Jr 1, 7).
Abençoo-vos e rezo cada dia por todos vós.

BENTO PP. XVI


Acesse: http://www.youcat.org/

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Catequese de Bento XVI sobre o Salmo 22

Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé
(tradução de Leonardo Meira - equipe CN Notícias)




CATEQUESESala Paulo VI
Quarta-feira, 14 de setembro de 2011


Queridos irmãos e irmãs,

na Catequese de hoje, gostaria de me aprofundar em um Salmo com fortes implicações cristológicas, que continuamente aflora nas narrações da paixão de Jesus, com a sua dúplice dimensão de humilhação e de glória, de morte e de vida. É o Salmo 22, segundo a tradição hebraica, 21 segundo a tradição greco-latina, uma oração dolorosa e tocante, de uma densidade humana e riqueza teológica que o tornam um dos Salmos mais rezados e estudados de todo o Saltério. Trata-se de uma longa composição poética, e nós nos deteremos particularmente sobre a primeira parte, centrada no lamento, para aprofundar algumas dimensões significativas da oração de súplica a Deus.

Esse Salmo apresenta a figura de um inocente perseguido e circundado por adversários que desejam a sua morte; e ele recorre a Deus em um lamento doloroso que, na certeza da fé, abre-se misteriosamente ao louvor. Na sua oração, a realidade angustiante do presente e a memória consoladora do passado alternam-se, em uma sofrida busca de consciência da própria situação desesperadora, que, contudo, não deseja renunciar à esperança. O seu grito inicial é um apelo dirigido a um Deus que parece distante, que não responde e parece tê-lo abandonado:

"Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
E permaneceis longe de minhas súplicas e de meus gemidos?
Meu Deus, clamo de dia e não me respondeis;
imploro de noite e não me atendeis" (vv. 2-3)


Deus silencia-se, e esse silêncio lacera a alma do orante, que incessantemente chama, mas sem encontrar resposta. Os dias e as noites sucedem, em uma busca inestancável de uma palavra, de um auxílio que não vem; Deus parece tão distante, tão esquecido, tão ausente. A oração pede escuta e resposta, solicita um contato, busca uma relação que possa dar conforto e salvação. Mas, se Deus não responde, o grito de auxílio se perde no rosto e na solidão tornada insustentável. E ainda assim, o orante do nosso Salmo, por três vezes, no seu grito, chama o Senhor de "meu" Deus, em um extremo ato de confiança e de fé. Não obstante toda a aparência, o Salmista não pode crer que o vínculo com o Senhor tenha sido interrompido totalmente; e, enquanto questiona o porquê de um presunto abandono incompreensível, afirma que o "seu" Deus não pode o abandonar.

Come se nota, o grito inicial do Salmo, "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?", é reportado pelos Evangelhos de Mateus e de Marcos como o grito lançado por Jesus morrendo na cruz (cf. Mt 27,46; Mc 15,34). Isso expressa toda a desolação do Messias, Filho de Deus, que está enfrentando o drama da morte, uma realidade totalmente oposta ao Senhor da vida. Abandonado por quase todos os seus, traído e renegado pelos discípulos, entornado por quem o insulta, Jesus está sob o peso esmagador de uma missão que deve passar pela humilhação e aniquilamento. Por isso grita ao Pai, e o seu sofrimento assume as palavras dolorosas do Salmo. Mas o seu não é um grito desesperado, como não o era aquele do Salmista, que na sua súplica percorre um caminho atormentado de névoas, mas, sim, encontra-se em uma perspectiva de louvor, na confiança da vitória definitiva. E porque, no costume hebraico, citar ao início de um Salmo implicava uma referência a todo o poema, a oração agonizante de Jesus, ainda que mantendo a sua carga de indizível sofrimento, abre-se à certeza da glória. "Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?", dirá o Ressuscitado aos discípulos de Emaús (Lc 24,26). Na sua paixão, em obediência ao Pai, o Senhor Jesus atravessa o abandono e a morte para chegar à vida e doá-la a todos os crentes.

A esse grito inicial de súplica, no nosso Salmo 22, segue-se, em doloroso contraste, a recordação do passado:

"Nossos pais puseram sua confiança em vós,
esperaram em vós e os livrastes.
A vós clamaram e foram salvos;
confiaram em vós e não foram confundidos" (vv. 5-6)

Aquele Deus que hoje, ao Salmista, parece tão distante, é, contudo, o Senhor misericordioso que Israel sempre experimentou em sua história. O povo a que o orante pertence foi alvo do amor de Deus e pôde testemunhar a sua fidelidade. A começar pelos Patriarcas, e depois no Egito e na longa peregrinação pelo deserto, na permanência na terra prometida em contato com populações agressivas e inimigas, até a escuridão do exílio, toda a história bíblica foi uma história de grito de auxílio por parte do povo e de respostas salvíficas por parte de Deus. E o Salmista faz referência à constante fé dos seus pais, que "confiaram" – por três vezes essa palavra é repetida – sem nunca ficarem desiludidos. Agora, todavia, parece que essa cadeia de invocações confiantes e respostas divinas se interrompe; a situação do Salmista parece desmentir toda a história da salvação, tornando ainda mais dolorosa a realidade presente.

Mas Deus não pode se contradizer, e eis então que a oração volta a descrever a situação penosa do orante, para induzir o Senhor a ter piedade e intervir, como tinha sempre feito no passado. O Salmista define-se como um "verme, não sou homem, o opróbrio de todos e a abjeção da plebe" (v. 7), é ridicularizado, escarnecido (cf. v. 8) e ferido exatamente na fé: "Esperou no Senhor, pois que ele o livre, que o salve, se o ama" (v. 9), dizem. Sob os golpes zombeteiros da ironia e da provocação, parece quase que o perseguido perde as próprias conotações humanas, como o Servo sofredor esboçado no Livro de Isaías (cf. Is 52,14; 53,2b-3). E como o justo oprimido do Livro da Sabedoria (cf. 2,12-20), como Jesus no Calvário (cf. Mt 27,39-43), o Salmista coloca em questão o seu relacionamento com o seu Senhor, no realce cruel e sarcástico disto que o está fazendo sofrer: o silêncio de Deus, a sua aparente ausência. No entanto, Deus esteve presente na existência do orante com uma proximidade e uma ternura incontestáveis. O Salmista recorda-o ao Senhor: "Sim, fostes vós que me tirastes das entranhas de minha mãe e, seguro, me fizestes repousar em seu seio. Eu vos fui entregue desde o meu nascer" (vv. 10-11a). O Senhor é o Deus da vida, que faz nascer e acolhe o recém-nascido e toma cuidado dele com afeto de pai. E, se antes era feita memória da fidelidade de Deus na história do povo, agora o orante evoca a própria história pessoal de relacionamento com o Senhor, ressaltando o momento particularmente significativo do início da sua vida. E ali, não obstante a desolação do presente, o Salmista reconhece uma proximidade e um amor divinos tão radicais a ponto de poder agora exclamar, em uma confissão plena de fé e geradora de esperança: "desde o ventre de minha mãe vós sois o meu Deus" (v. 11b).

O lamento torna-se, então, súplica do coração: "Não fiqueis longe de mim, pois estou atribulado; vinde para perto de mim, porque não há quem me ajude" (v. 12). A única proximidade que o Salmista percebe e que o espanta é aquela dos inimigos. É, portanto, necessário que Deus se faça próximo e socorra, porque os inimigos circundam o orante, cercam-no, e são como touros numerosos, como leões que abrem suas fauces para rugir e arrebatar (cf. vv. 13-14). A angústia altera a percepção do perigo. Os adversários parecem invencíveis, tornam-se animais ferozes e perigosíssimos, enquanto o Salmista é como um pequeno verme, impotente, sem defesa alguma. Mas essas imagens usadas no Salmo servem também para dizer que, quando o homem torna-se brutal e agride o irmão, algo de animalesco toma conta dele, parece perder toda a aparência humana; a violência tem sempre em si algo de bestial e somente a intervenção salvífica de Deus pode restituir o homem à sua humanidade. Ora, para o Salmista, objeto de tantas ferozes agressões, parece não haver mais escapatória, e a morte começa a tomar posse dele: "Derramo-me como água, todos os meus ossos se desconjuntam; [...] minha garganta está seca qual barro cozido, pega-se no paladar a minha língua [...] repartem entre si as minhas vestes, e lançam sorte sobre a minha túnica" (vv. 15.16.19). Com imagens dramáticas, que se reencontram nas narrativas da paixão de Cristo, descreve-se o desfalecimento do corpo condenado, a sede insuportável que atormenta o homem moribundo e que encontra eco no pedido de Jesus: "Tenho sede" (cf. Jo 19,28), para chegar ao gesto definitivo dos algozes que, como os soldados sob a cruz, repartem entre si as vestes da vítima, considerada já morta (cf. Mt 27,35; Mc 15,24; Lc 23,34; Jo 19,23-24).

Eis então, urgente, de novo o pedido de socorro: "Porém, vós, Senhor, não vos afasteis de mim; ó meu auxílio, bem depressa me ajudai. […] Salvai-me" (vv. 20.22a). É esse um grito que adentra os céus, porque proclama uma fé, uma certeza que vai para além de toda a dúvida, de toda a escuridão e de toda a desolação. E o lamento transforma-se, cede lugar à oração no acolhimento da salvação: "Então, anunciarei vosso nome a meus irmãos, e vos louvarei no meio da assembleia" (vv. 22c-23). Assim, o Salmo abre-se à ação de graças, ao grande hino final que envolve todo o povo, os fiéis do Senhor, a assembleia litúrgica, as gerações futuras (cf. vv. 24-32). O Senhor vem em auxílio, salvou o pobre e lhe mostrou o seu rosto de misericórdia. Morte e vida se entrecruzam em um mistério inseparável, e a vida triunfou, o Deus da salvação se mostrou no Senhor de modo incontestável, tanto que todos os confins da terra O celebrarão e diante d'Ele todas as famílias dos povos se prostrarão. É a vitória da fé, que pode transformar a morte em dom da vida, o abismo do dor em fonte de esperança.

Irmãos e irmãs caríssimos, esse Salmo nos levou ao Gólgota, aos pés da cruz de Jesus, para reviver a sua paixão e compartilhar a alegria fecunda da ressurreição. Deixemo-nos, portanto, invadir pela luz do mistério pascal também na aparente ausência de Deus, também no silêncio de Deus, e, como os discípulos de Emaús, aprendamos a discernir a verdadeira realidade para além das aparências, reconhecendo o caminho da exaltação exatamente na humilhação, e o pleno manifestar-se da vida na morte, na cruz. Assim, recolocando toda a nossa confiança e a nossa esperança em Deus Pai, em cada angústia, possamos rezar também nós a Ele com fé, e o nosso grito de súplica se transforme em canto de louvor. Obrigado.






Ao final da Catequese, o Papa dirigiu aos peregrinos de língua portuguesa a seguinte saudação:
Dirijo a minha saudação amiga aos membros da União Missionária Franciscana, vindos de Portugal, aos brasileiros do Grupo Vocacional e a todos os demais peregrinos lusófonos aqui presentes. Neste dia da Exaltação da Santa Cruz, deixemo-nos invadir pela luz do mistério pascal, para reconhecermos o caminho da exaltação precisamente na humilhação, colocando toda a nossa esperança em Deus, e assim o nosso grito de ajuda transformar-se-á em cântico de louvor. E que a bênção de Deus desça sobre vós e vossas famílias!

Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=283492

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Combater abandonando as obras das trevas


Padre Edimilson
Foto: Maria Andrea/cancaonova.com
“Sabeis em que momento estamos: já é hora de despertardes do sono. Agora, a salvação está mais perto de nós do que quando abraçamos a fé. A noite está quase passando, o dia vem chegando: abandonemos as obras das trevas e vistamos as armas da luz. Procedamos honestamente, como em pleno dia: nada de glutonerias e bebedeiras, nada de orgias e imoralidades, nem de contendas e rivalidades. Pelo contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não atendais aos desejos e paixões da vida carnal.” (Rom 13,11-14)

Nós precisamos abandonar as obras das trevas. Na Eucaristia experimentamos o céu; Paulo diz que se aproxima de nós o dia da salvação e nos apresenta quais são as obras das trevas. Combatemos as paixões da carne pelo jejum e pela oração. Jesus, para vencer o diabo, não usou os os poderes messiânicos, mas primeiro usou a arma do jejum e depois a Palavra de Deus. Você também pode vencer o diabo assim.

O Senhor nos exorta a abandonarmos as obras da terra e a nos revestirmos das armas da luz. Luz e trevas não se misturam, assim como água e óleo não se misturam. Não podemos achar que nós que queremos ser da luz podemos nos misturar com aquilo que o mundo nos oferece. Para sermos aprovados por Deus é preciso nos privar de muitas coisas. As obras das trevas minam o cumprimento da vontade de Deus na nossa vida.

“O que ouviste de mim na presença de numerosas testemunhas, transmite-o a pessoas de confiança, que sejam capazes de ensinar a outros. Como bom soldado do Cristo Jesus, assume a tua parte de sofrimento. Ninguém que esteja engajado no serviço das armas se embaraça nos negócios da vida civil, se deseja agradar a quem o alistou.” (2 Tm2,1-4)

Seu combate não é um combate em que você luta sozinho, você tem miríades de anjos lutando com você (cf. Heb 12, 22). Aquele que se alistou no exército do Senhor não se embaraça nos negócios da vida civil. Tendo a teologia moral não posso dizer que beber uma “cervejinha” seja pecado, mas Paulo diz das bebedeiras. 'As obras da carne: imoralidade sexual, impureza, contenda, ciúmes, iras, intrigas, discórdias, facções, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Eu vos previno, como aliás já o fiz: os que praticam essas coisas não herdarão o reino de Deus' (Gl 5, 19-21).

Você quer ser agradável a Deus? Faça a opção de se revestir das armas da luz e não das trevas. Se você se engajou no serviço ao Senhor é com as armas da luz que você precisa estar revestido. Trevas e luz não se misturam, ou você é cristão de verdade ou não o é! A quem você quer servir: a Deus ou a baal? O único Evangelho que precisa ter na sua casa é o de Jesus Cristo. Você não pode ler horóscopo, isso é uma vergonha para Deus.

"Trevas não se misturam com Luz."
Foto: Maria Andrea/cancaonova.com

Aquele que se alista [para servir ao Senhor] tem que estar disposto a viver o sofrimento. "Se Deus não me curar, serei fiel a Ele doente, mas não me dobrarei a outras seitas". Jesus Cristo denunciou as obras das trevas, Ele veio destruir as obras do diabo e não para se unir a elas.

Estão querendo calar a nossa voz e o diabo está avançando e roubando os que são de Deus, porque ninguém mais lhes fala a verdade por medo. Ou nós somos profetas ou passaremos para o lado dos falsos profetas, que só pregam a autoajuda. Trevas não se misturam com a luz.

Jovens, não tenham medo de ser de Deus! Não tenham medo de não se misturar com as coisas das trevas. Sejam radicais! Não tem como ser combatente misturando-se com as obras das trevas, vivendo uma vida dupla: “Na igreja sou uma coisa e fora dela vivo como se ela não existisse.”

Deus quer revestir você com as armas da luz e fazer da sua vida um grande testemunhos para todos aqueles que não O conhecem. E vendo você revestido das armas da luz, com a Palavra de Deus no coração, cheio do Espírito Santo, essas pessoas se tornarem cristãs também e muito mais ser atraídas pelo amor que você vive com os irmãos. Coragem, combatente! Sim,Sim! Não, Não! Eu sou ou eu não sou.

O mentiroso quer que você seja morno, mas o nosso Deus quer que você seja incendiado do Espírito Santo e testemunhe Seu amor.

Estamos num tempo da profecia do avivamento, em que Deus precisa levantar pessoas que não tenham medo de pregar contra o pecado. Deus suscitou o profeta Elias com um intuito: levar a conversão ao povo de Israel. Precisamos levantar altares de adoração ao Senhor em todo o mundo. Não somos chamados a fazer show, somos chamados a fazer altares de adoração ao Senhor. Nós fazemos adoração e é a Deus que devemos adorar. Se você cantar e não levar as pessoas à conversão, feche a boca e não cante mais! Pois nossos ministérios precisam ser fonte do batismo no Espírito Santo. Se não acontecer o batismo no Espírito Santo nos shows não estamos fazendo a vontade de Deus. O desejo do coração de Elias era que Israel conhecesse a Deus. O desejo do padre Roger é que o Brasil conheça a Nosso Senhor Jesus Cristo. Eu tenho medo que as pessoas me sigam e não sigam a Jesus Cristo. Os homens têm a tendência muito grande de seguir outros homens. Não siga os homens, siga a Jesus Cristo, o Senhor, que é Deus.

Transcrição e adaptação: Regiane Calixto

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Padre Roger Luís
Padre da Comunidade Canção Nova

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quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Colírio da vida!

Quem vê somente o óbvio não enxerga

A vida é sempre imprevisível. Aliás, se fosse programada seria muito triste. Que bom que a vida foge de nossos programas. Ela é sempre maior que nossos planos e projetos. Nem sempre veremos os resultados do que fazemos. Nenhuma semente jamais vê a flor ou o fruto. É bom lembrar essa verdade, especialmente diante dos momentos difíceis que teremos de superar.
Um dos grandes segredos para um coração curado é aprender a enxergar a vida pelo ângulo correto. Ainda que os acontecimentos sejam difíceis, a chave para nossa felicidade está no modo como reagimos.

Do mesmo jeito que a poeira atrapalha nossa visão, e de vez em quando é preciso pingar algumas gotas de colírio para limpar os olhos e tirar o ardume, os olhos do nosso coração precisam receber muitas gotas do colírio da vida, com o qual Jesus veio nos presentear pela graça da cura nterior.
“[...]desvencilhemo-nos das cadeias do pecado. Corramos com perseverança ao combate proposto, com o olhar fixo no autor e consumador de nossa fé, Jesus (…) e não vos deixeis abater pelo desânimo (Hb 12,1b.3).
O desânimo que nos abate é muito mais fruto do modo como olhamos para os problemas do que dos problemas em si. Temos aqui dois grandes segredos: enxergar com os olhos do coração e mirar no alvo seguro apontado por Jesus.

Assim como um bom músico educa seu ouvido para perceber as pequenas vibrações dos acordes, precisamos educar nossos olhos e os olhos do nosso coração. Isso requer tempo e persistência. Para isso necessitamos de um bom mestre, tal como um aluno de artes plásticas necessita que seu professor lhe empreste os olhos para observar os detalhes de uma obra: cor, luz, sombra, profundidade, entre outros.
Nosso Mestre é Jesus! Sua postura é sempre de alguém que enxerga além do óbvio. Quem vê somente o óbvio não enxerga. Jesus manda olhar para as coisas, para as pessoas e para os acontecimentos de um jeito novo. Ele tem um olhar que vai além da convenção social. Por isso, enquanto todos viam uma prostituta, Ele enxergava uma discípula. Jesus não olhava a partir dos preconceitos. Ele estava sempre desarmado e ajudava as pessoas a se desarmarem.
O Senhor não tinha medo de se aproximar das pessoas. Permitia que elas O tocassem. Sentava-se com elas. Frequentava a casa até de pessoas de má fama. E se misturava com os pecadores e marginalizados. Sua opção pelos excluídos é um ensino espetacular de cura interior. Jesus enxergava a alma da pessoa. Por isso acreditava na capacidade de mudança. Só quem vê o que está escondido é capaz de projetar algo novo. Quem não vê além do óbvio não sonha!

O colírio de vida, receitado e usado por Jesus, precisa ser empregado com muita frequência por todos aqueles que se encontram sedentos dessas gotas de cura interior.

(Extraído do livro: Gotas de cura interior).
Padre Leo, SCJ
Fundador Comunidade Bethânia

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Perito deplora que na luta contra a AIDS não se combata a promiscuidade

Pe. Juan José Pérez-Soba
Roma, 07 Jun. 11 / 02:16 pm (ACI/EWTN Noticias)

O sacerdote Juan José Pérez-Soba, professor de teologia moral na Faculdade de Teologia São Damaso de Madrid e do Pontifício Instituto João Paulo II para estudos sobre Matrimônio e Família, lamentou que as campanhas contra a AIDS não combatam a promiscuidade e se concentrem em promover o consumo de preservativos porque não atacam a raiz do problema.

Em uma entrevista concedida à agência em espanhol do grupo ACI, a ACI Prensa, na ocasião dos 30 anos do descobrimento da doença, Pérez-Soba indicou que "é absurdo rechaçar desde o início o fato de que dentro de uma enfermidade de transmissão sexual a maior causa de sua extensão e contágio é a promiscuidade e não se tomem medidas eficazes para reduzi-la".

"É ainda mais grave na medida em que se oculta informação e se transmite a idéia de que o preservativo é absolutamente eficaz para evitar o contágio o qual é falso", já que se assim fosse "qualquer empresa farmacêutica se veria obrigada a retirar um fármaco que tivesse a efetividade do preservativo em relação ao contágio da AIDS", considerou.

O sacerdote usou o exemplo da diferença na luta farmacológica entre a AIDS e o tabagismo, "seria um engano profundo querer enfrentar o problema de saúde que o tabagismo supõe repartindo piteiras com filtro aos fumantes obstinados porque se considera impossível que eles deixem de fumar e se abandone o objetivo".

O perito indicou que a Igreja Católica não contempla o preservativo como a verdadeira solução contra a AIDS já que esta "é uma enfermidade de transmissão sexual", e "por isso, a autêntica visão ante a pandemia é a da redução das condutas de risco de expansão e não a diminuição do risco dentro destas condutas".

Além disso, "se oferece uma falsa idéia de segurança que aumenta as condutas de risco, o qual é de fato prejudicial para o tratamento do fenômeno da AIDS como uma questão de saúde pública", acrescentou.

A enfermidade da AIDS, disse Pérez-Soba à ACI Prensa, "se vive na atualidade dentro de uma revolução sexual que insiste na idéia de que é impossível não ter relações sexuais, que estas são eticamente neutras e que simplesmente deve-se oferecer informação para que haja um ‘sexo seguro’", "é evidente que querem dar uma solução técnica a um problema moral que é o do significado verdadeiro da sexualidade humana", sublinhou.

Em um mundo onde a sexualidade se reduz "a um mero material manipulável, uma sociedade de mercado que favorece por múltiplos meios um ‘consumo de sexo’ e uns recursos técnicos que prometem uma eficácia máxima em relação às conseqüências dos atos sexuais", é fácil deplorar a postura da Igreja que "insiste na responsabilidade das pessoas e no significado moral dos atos humanos, pode apresentar-se com facilidade como retrógrada, fora do mundo, e incapaz de responder aos desafios da ciência", denunciou.

A AIDS é um dos temas "no qual se aprecia com maior facilidade a terrível ideologização de nossa sociedade", concluiu.

No último 24 de maio, o perito publicou um artigo no jornal vaticano L’Osservatore Romano no qual explicou que o melhor que podem fazer os esposos quando um deles tem AIDS é viver a abstinência já que o uso do preservativo não constitui uma solução ao problema mas não só isso, este também suporta um problema ético.

No artigo precisou que "é bom recordar que embora o uso do preservativo em um só ato sexual poderia ter certa eficácia na prevenção do contágio da AIDS, isto não garante uma segurança absoluta nem sequer no ato em questão e, menos ainda, no âmbito da vida sexual inteira do casal".

Deste modo explicou que seu uso não é recomendável porque suporta propõe um problema ético: "um ato sexual realizado com o preservativo não pode ser considerado um ato plenamente conjugal na medida em que foi voluntariamente privado de seus significados intrínsecos".

quarta-feira, 1 de junho de 2011

"Dar a vida sem esperar nada em troca."

Vaticano, 01 Jun. 11 / 01:06 pm (ACI/EWTN Noticias)

Ao presidir hoje a audiência geral perante milhares de fiéis na Praça de São Pedro, o Papa Bento XVI assinalou que na oração, os cristãos podem compreender a urgência de que seguindo o exemplo de Cristo, "demos a vida por outros, sem esperar nada em troca".

Na síntese de sua alocução sobre a oração de Moisés no Monte Sinai publicada em espanhol, o Santo Padre assinala que "segundo a Escritura, ele falava com Deus como quem fala com um amigo. Em um dos encontros que a Bíblia descreve, Moisés sobe ao monte Sinai a receber as tábuas da lei; jejua quarenta dias, para significar que a vida vem de Deus e que ele a espera no dom da Lei, sinal de sua aliança".

Na catequese em italiano Bento XVI recorda que Moisés, que “desempenhou a sua função de mediador entre Deus e Israel fazendo-se portador, junto ao povo, das palavras e ordens divinas, conduzindo-o à liberdade da Terra Prometida, (...) mas também, e diria sobretudo, rezando.".

O Papa sublinhou que Moisés se comporta como intercessor especialmente quando o povo pede a Aarão que construa o bezerro de ouro, enquanto espera o profeta que subiu ao monte Sinai para receber as Tábuas da Lei.

"Cansado de um caminho com um Deus invisível, agora que também Moisés, o mediador, desapareceu, o povo pede uma presença tangível, palpável, do Senhor, e encontra no bezerro de metal fundido feito por Aarão um deus tornado acessível, ao alcance do humano. É essa uma tentação constante no caminho de fé: contornar o mistério divino construindo um deus compreensível, correspondente aos próprios esquemas, aos próprios projetos".

Ante a infidelidade dos israelitas, Deus pede a Moisés que lhe deixe destruir esse povo rebelde, mas este compreende que essas palavras estão encaminhadas a que o profeta “intervenha e Lhe peça para não fazê-lo".

"Se Deus destruísse o seu povo, isso poderia ser interpretado como sinal de uma incapacidade divina de levar a cumprimento o projeto de salvação. Deus não pode permitir isso: Ele, o Senhor bom que salva, a garantia da vida, é o Deus de misericórdia e perdão, de libertação do pecado que mata".

O Santo Padre disse logo que "Moisés fez a experiência concreta do Deus de salvação, foi enviado como mediador da libertação divina e então, com a sua oração, faz-se intérprete de uma dupla inquietação, preocupado com a sorte do seu povo, mas também preocupado com a honra que se deve ao Senhor, com a verdade do seu nome".

"O Amor pelos irmãos e amor por Deus se compenetram na oração de intercessão, são inseparáveis. Moisés, o intercessor, é o homem tensionado entre os dois amores, que na oração se sobrepõem em um único desejo de bem".

"O intercessor não se desculpa pelo pecado de seu povo, não elenca presuntos méritos nem do povo nem seus", observou o Santo Padre. O profeta "apela à gratuidade de Deus: um Deus livre, totalmente, que não cessa de buscar aquele se distanciou, que se mantém sempre fiel a si mesmo e oferece ao pecador a possibilidade de voltar a Ele e de tornar-se, com o perdão, justo e capaz de fidelidade. Moisés pede que Deus mostre-se mais forte também que o pecado e a morte, e com a sua oração provoca esse revelar-se divino.".

O Pontífice indicou ademais que "os Padres da Igreja viram uma prefiguração de Cristo, que do alto da cruz realmente está diante de Deus, não somente como amigo, mas como Filho".

"Sua intercessão não é somente de solidariedade, mas a identificação conosco (...) E assim toda a sua existência de homem e de Filho é clamor ao coração de Deus, é perdão, mas perdão que transforma e renova”.

“Penso que devemos meditar essa realidade. Cristo está diante do rosto de Deus e reza por mim. A sua oração sobre a Cruz é contemporânea a todos os homens, contemporânea a mim: Ele reza por mim, sofreu e sofre por mim, se identificou comigo tomando o nosso corpo e a alma humana. E convida-nos a entrar nessa sua identidade, fazendo-nos um corpo, um espírito com Ele, porque do alto da Cruz Ele trouxe não novas leis, tábuas de pedra, mas a si mesmo, o seu corpo e o seu sangue, como nova aliança".

Finalmente o Papa saudou os peregrinos em vários idiomas e deu a todos a bênção apostólica.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Nota da CNBB sobre decisão do STF para união homoafetiva

CNBB

Nós, Bispos do Brasil em Assembleia Geral, nos dias 4 a 13 de maio, reunidos na casa da nossa Mãe, Nossa Senhora Aparecida, dirigimo-nos a todos os fiéis e pessoas de boa vontade para reafirmar o princípio da instituição familiar e esclarecer a respeito da união estável entre pessoas do mesmo sexo. Saudamos todas as famílias do nosso País e as encorajamos a viver fiel e alegremente a sua missão. Tão grande é a importância da família, que toda a sociedade tem nela a sua base vital. Por isso é possível fazer do mundo uma grande família.
A diferença sexual é originária e não mero produto de uma opção cultural. O matrimônio natural entre o homem e a mulher bem como a família monogâmica constituem um princípio fundamental do Direito Natural. As Sagradas Escrituras, por sua vez, revelam que Deus criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança e os destinou a ser uma só carne (cf. Gn 1,27; 2,24). Assim, a família é o âmbito adequado para a plena realização humana, o desenvolvimento das diversas gerações e constitui o maior bem das pessoas.
As pessoas que sentem atração sexual exclusiva ou predominante pelo mesmo sexo são merecedoras de respeito e consideração. Repudiamos todo tipo de discriminação e violência que fere sua dignidade de pessoa humana (cf. Catecismo da Igreja Católica, nn. 2357-2358).
As uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo recebem agora em nosso País reconhecimento do Estado. Tais uniões não podem ser equiparadas à família, que se fundamenta no consentimento matrimonial, na complementaridade e na reciprocidade entre um homem e uma mulher, abertos à procriação e educação dos filhos. Equiparar as uniões entre pessoas do mesmo sexo à família descaracteriza a sua identidade e ameaça a estabilidade da mesma. É um fato real que a família é um recurso humano e social incomparável, além de ser também uma grande benfeitora da humanidade. Ela favorece a integração de todas as gerações, dá amparo aos doentes e idosos, socorre os desempregados e pessoas portadoras de deficiência. Portanto têm o direito de ser valorizada e protegida pelo Estado.
É atribuição do Congresso Nacional propor e votar leis, cabendo ao governo garanti-las. Preocupa-nos ver os poderes constituídos ultrapassarem os limites de sua competência, como aconteceu com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal. Não é a primeira vez que no Brasil acontecem conflitos dessa natureza que comprometem a ética na política.
A instituição familiar corresponde ao desígnio de Deus e é tão fundamental para a pessoa que o Senhor elevou o Matrimônio à dignidade de Sacramento. Assim, motivados pelo Documento de Aparecida, propomo-nos a renovar o nosso empenho por uma Pastoral Familiar intensa e vigorosa.
Jesus Cristo Ressuscitado, fonte de Vida e Senhor da história, que nasceu, cresceu e viveu na Sagrada Família de Nazaré, pela intercessão da Virgem Maria e de São José, seu esposo, ilumine o povo brasileiro e seus governantes no compromisso pela promoção e defesa da família.
Aparecida (SP), 11 de maio de 2011
Dom Geraldo Lyrio Rocha
Presidente da CNBB
Arcebispo de Mariana – MG
Dom Luiz Soares Vieira
Vice Presidente da CNBB
Arcebispo de Manaus – AM
Dom Dimas Lara Barbosa
Secretário Geral da CNBB
Arcebispo nomeado para Campo Grande - MS

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Dica de Filipe Peres

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Catequese do Papa: todos nós somos chamados à santidade

Intervenção na audiência geral de hoje

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 13 de abril de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos, a seguir, a catequese dirigida pelo Papa aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Praça de São Pedro para a audiência geral.
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Queridos irmãos e irmãs:
Nas audiências gerais dos últimos dois anos, estivemos na companhia de muitos santos e santas: aprendemos a conhecê-los de perto e a entender que toda a história da Igreja está marcada por esses homens e mulheres que, com sua fé, seu amor, sua vida, foram luzes de muitas gerações, e são também para nós. Os santos manifestam de muitas maneiras a presença poderosa e transformadora do Ressuscitado; deixaram que Cristo possuísse tão plenamente suas vidas, que podiam afirmar, como São Paulo, "Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim" (Gl 2,20). Seguir seu exemplo, recorrer à sua intercessão, entrar em comunhão com eles "nos une a Cristo, de quem procedem, como de fonte e cabeça, toda a graça e a própria vida do Povo de Deus" (‘Lumen Gentium', 50). No final deste ciclo de catequeses, eu gostaria de oferecer algumas ideias sobre o que é a santidade.
O que significa ser santo? Quem é chamado a ser santo? As pessoas geralmente pensam que a santidade é uma meta reservada a uns poucos escolhidos. São Paulo, no entanto, fala do grande projeto de Deus e diz: "Nele (Cristo), Deus nos escolheu, antes da fundação do mundo, para sermos santos e íntegros diante dele, no amor" (Ef 1,4). E fala de todos nós. No centro do desígnio divino está Cristo, em quem Deus mostra seu Rosto: o Mistério escondido nos séculos se revelou na plenitude do Verbo feito carne. E Paulo diz depois: "Pois Deus quis fazer habitar nele toda a plenitude" (Cl 1,19). Em Cristo, o Deus vivo se tornou próximo, visível, audível, tangível, de maneira que todos pudessem receber a plenitude de graça e de verdade (cf. Jo 1,14-16). Portanto, toda a existência cristã conhece uma única lei suprema, que São Paulo expressa em uma fórmula que aparece em todos os seus escritos: em Cristo Jesus. A santidade, a plenitude da vida cristã, não consiste em realizar empresas extraordinárias, mas na união com Cristo, na vivência dos seus mistérios, fazendo nossas as suas atitudes, pensamentos, comportamentos. A medida da santidade é dada pela altura da santidade que Cristo alcança em nós, daquilo que, com o poder do Espírito Santo, modelamos da nossa vida segundo a sua. É configurar-nos segundo Jesus, como diz São Paulo: "Pois aos que ele conheceu desde sempre, também os predestinou a se configurarem com a imagem de seu Filho" (Rm 8,29). E Santo Agostinho exclama: "Viva será minha vida repleta de ti" (Confissões, 10,28). O Concílio Vaticano II, na constituição sobre a Igreja, fala com clareza do chamado universal à santidade, afirmando que ninguém está excluído: "Nos vários gêneros e ocupações da vida, é sempre a mesma a santidade que é cultivada por aqueles que são conduzidos pelo Espírito de Deus (...). Seguem a Cristo pobre, humilde, e levando a cruz, a fim de merecerem ser participantes da sua glória" (n. 41).

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