BRASILIA, 03 Abr. 12 / 03:40 pm (
ACI)

Para representar 82% dos brasileiros contrários a novas permissões para aborto no país (Vox Populi/2010), católicos de Brasília promoverão vigília de oração pela vida
nascente, na Praça dos Três Poderes, diante do Supremo Tribunal Federal
(STF) que em breve deverá votar a despenalização do aborto de fetos
diagnosticados con anencefalia.
A vigília visa sensibilizar a
sociedade brasileira e, especialmente, cada um dos onze ministros do STF
que têm em mãos a arguição de descumprimento de preceito fundamental
(ADPF n. 54) cujo objeto é a possibilidade do aborto de bebês
deficientes anencefálicos e cujo julgamento está marcado para o dia 11
de abril, no período da Páscoa.
Organizada pelos movimentos Legislação e Vida (São Paulo) e Pró-Vida e Família (Brasília), a vigília terá início às 18h do dia 10 de abril. Além de orações,
a ocasião contará com apresentações artísticas gratuitas do cantor Nael
di Freitas e da cantora Elba Ramalho que, além de cantarem seus
sucessos, conduzirão momentos de oração com o terço dos nascituros o qual, em cada conta, possui representações da criança por nascer.
“Contamos com o apoio do arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha e nossa inspiração é o exemplo do próprio Papa Bento XVI que, em 2010, começou a fazer vigílias no período do advento por toda vida nascente e pediu que toda Igreja
também fizesse!”, conta o padre da diocese goiana de Luziânia, Pedro
Stepien, membro do Movimento Pró-Vida e Família e responsável por uma
casa de apoio a gestantes em sua diocese.
Na
opinião do coordenador do Movimento Legislação e Vida, jornalista e
perito em bioética, Prof. Hermes Rodrigues Nery, o julgamento da ADPF-54
o STF pratica ativismo judicial, decidindo o que não é da sua
competência, mas prerrogativa do Congresso Nacional.
“A vida é
um direito inalienável e como tal deve ser reconhecido e respeitado pela
sociedade civil e pela autoridade política”, ele defende e continua.
“Os direitos do homem não dependem nem dos indivíduos, nem dos pais, e
também não representam uma concessão da sociedade e do Estado, pertencem
à natureza humana e são inerentes à pessoa em razão do ato criador do
qual esta se origina”.
De acordo com padre Pedro Stepien, a
ADPF-54 é uma estrategia sofisticada para legalizar o aborto no brasil a
partir do aborto de anencefálicos. “Depois serão as crianças
com má formação, até chegar ao ponto que aborto seja direito humano, um
verdadeiro absurdo. Pela liberdade de expressão e pela liberdade
religiosa vamos nos manifestar, não podemos ficar omissos”, ele diz.