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Pensamento do dia


"Como um viajante que erra o caminho e, assim que se apercebe, rapidamente retorna à estrada correta, assim também você continue a meditar sem se fixar nas distrações." (São Pio de Pietrelcina)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Formação: O Catecismo da Igreja Católica (Tema 07)

Autor: Jayme Pujoll e Jesus Sanches Biela
Fonte: Livro "Curso de Catequesis" do Editorial Palavra, España
Tradução: Pe. Antônio Carlos Rossi Keller 

TEMA 07
DEUS CRIOU OS ANJOS

INTRODUÇÃO:
Na Sagrada Escritura encontram-se muitas passagens nas quais vemos a intervenção dos anjos: ao nascer Jesus um anjo anuncia aos pastores a boa notícia; o arcanjo Rafael aparece na história de Tobias, e o arcanjo Gabriel é quem anuncia à Virgem que Deus quer que ela seja Sua Mãe; outro anjo tira Pedro do cárcere; etc..
Este tema quer ajudar-nos a conhecer quem são os anjos e também os demônios ou espíritos maus.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. A existência de anjos e demônios, verdade de fé.
Às vezes contam-se coisas que são fábulas: fala-se de bruxas, de horóscopos e coisas semelhantes. Sabemos que não são coisas verdadeiras, senão contos.... Quando se fala dos anjos e dos demônios, não estamos falando de contos; os anjos e os demônios existem de verdade. Deles nos falou deles. E Deus não pode enganar-nos, nem mesmo para que fossemos melhores. Deus sempre diz a verdade. Cremos, portanto, que existem Anjos e demônios - assim como nós existimos - porque Deus assim no-lo revelou.
2. Os demônios são espíritos que pecaram contra Deus.
Deus criou bons, por natureza, a todos os espíritos e os fez seus filhos, pela graça. Mas, capitaneados por Lúcifer, muitos deles se rebelaram e disseram: "Não queremos servir a Deus". Os anjos foram fiéis a Deus, dizendo "Queremos servir a Deus". O chefe dos Anjos fiéis era São Miguel. Realizou-se uma batalha no céu e venceram os anjos fiéis. Os espíritos rebeldes, ou demônios, junto com Lúcifer foram condenados eternamente ao inferno porque desobedeceram a Deus e pecaram gravemente.
3. Os demônios tentam os homens
Os demônios, desde o momento em que pecaram, odeiam a Deus e a todos os que amam a Deus. Por isso desejam que os homens ofendam a Deus e sejam condenados ao inferno. Este é o motivo pelo qual os demônios tentam os homens. São muitos os exemplos na Sagrada Escritura: a tentação de Eva, quando o demônio se apresenta na forma de serpente (Gênesis 3,1-24); as tentações de Jesus, no deserto (Mateus 4,1-11); etc.. Eles nos tentam também, de muitas maneiras, levando-nos a fazer o que é contra a vontade de Deus. A forma habitual que usam para tentar-nos é a de incitar nossas más inclinações ou aproveitando-se delas. A tentação não é pecado; é pecado se fazemos caso do que nos pede o demônio. Por isso, ao dar-nos conta da tentação, devemos acudir a Deus e dizer com todo o coração: "Afasta-te de mim, Satanás!". Também devemos acudir à Santíssima Virgem Maria, nossa Mãe e a nosso Anjo da Guarda.
4. A proteção dos Anjos da Guarda
No Antigo Testamento há um livro muito bonito, no qual se narra que Tobias devia fazer uma longa viagem, cheia de perigos. Então, busca um companheiro de viagem, e Deus envia o arcanjo Rafael que o acompanha e lhe mostra o bom caminho, devolvendo-o feliz a sua casa. Nós também vamos a caminho do céu; neste caminho existem muitos perigos para a nossa alma e o nosso corpo. Deus nos dá um companheiro de viagem que está sempre a nosso lado, ainda que não o vejamos: é o Anjo da Guarda. Nosso Anjo nos ama como o melhor dos amigos, nos protege dia e noite, e nos fala ao coração convidando-nos a fazer as coisas boas. Quando rezamos, ele apresenta nossa oração a Deus.
5. Uso da água benta
A Igreja recomenda aos cristãos usar a água benta, que é um sacramental, para implorar o perdão dos pecados veniais e alcançar a proteção de Deus contra as insinuações do demônio. Santa Teresa de Jesus dizia: "De nenhuma coisa foge mais o demônio, para não voltar, do que da água benta."
6. Propósitos de vida cristã 

  • Aprender a Oração do Anjo da Guarda: 
"SANTO ANJO DO SENHOR, MEU ZELOSO GUARDADOR, SE A TI ME CONFIOU A PIEDADE DIVINA, HOJE E SEMPRE, ME REGE, GUARDA, ILUMINA. AMÉM."

Bento XVI: Sem amor a ciência perde sua nobreza e sua humanidade


Vaticano, 03 Mai. 12 / 05:35 pm (ACI/EWTN Noticias)

O Papa Bento XVI explicou esta manhã que sem amor a ciência perde a nobreza e humanidade que deve caracterizá-la, durante a sua visita à Faculdade de Medicina e Cirurgia do Policlínico Agostino Gemelli em Roma por ocasião do seu 50º aniversário.

Conforme assinala a nota da Rádio Vaticano, na presença das autoridades do hospital e de outras do âmbito civil italiano, o Santo Padre refletiu sobre a fecundidade da relação entre a ciência e a fé na busca da verdade.

“A procura do absoluto – o quaerere Deum – incluía a exigência de aprofundar as ciências profanas, todo o mundo do saber. A investigação científica e a busca de sentido… brotam de uma única nascente, aquele Logos que preside à obra da criação e guia a inteligência da história. Uma mentalidade fundamentalmente tecnocrática gera um perigoso desequilíbrio entre o que é possível tecnicamente e o que é moralmente bom, com consequências imprevisíveis”.

Bento XVI indicou que "precisamente o amor de Deus, que resplandece em Cristo, é o que torna agudo e penetrante o olhar da busca e ajuda a captar aquilo que nenhuma investigação está em capacidade de perceber".

"O beato Giuseppe Toniolo tinha isto bem presente ao afirmar que é parte da natureza do homem ler nos outros a imagem de Deus amor e na criação o seu selo. Sem amor, também a ciência perde sua nobreza. Só o amor garante a humanidade da investigação".

O Papa se referiu também aos diversos desafios atuais ante a ciência e o entendimento sobre a realidade do ser humano, em meio dos avanços tecnológicos que ocorrem cada vez mais rápido.

"Os múltiplos descobrimentos, as tecnologias inovadoras que se ultrapassam com um ritmo tão rápido, são, com razão, motivo de orgulho, mas frequentemente não sem consequências preocupantes", advertiu.

Bento XVI alertou logo sobre uma "crise de pensamento" na que o homem se vê "rico em recursos, mas não igualmente rico em seus objetivos, o homem de nosso tempo vive freqüentemente condicionado pelo relativismo e pelo reducionismo, que o levam a perder o sentido das coisas, quase ofuscado pela eficácia técnica, esquece o horizonte essencial da necessidade de sentido, relegando a dimensão transcendente à insignificância".

"Neste contexto, o pensamento se debilita e, ao mesmo tempo, vai ganhando terreno um empobrecimento ético, que nubla as referências normativas de valor. Parece ficar no esquecimento a que foi a raiz fecunda da cultura européia e do progresso".

Por isso, continuou, é "importante, então, que a cultura volte a descobrir o vigor do significado e o dinamismo da transcendência. Em uma palavra, que abra com firmeza o horizonte do quaerere Deum".

"Pode-se dizer que o mesmo impulso à investigação científica se deve à nostalgia de Deus que vive nos corações humanos: depois de tudo, o homem de ciência tende, frequentemente inconscientemente, a chegar a essa verdade que dá sentido à vida".

Para que a investigação humana chegue a bom porto, prosseguiu o Pontífice, é necessário "redescobrir o lugar onde surge, que a investigação científica compartilha com a busca da fé, a fides quaerens intellectum, é quase uma exigência complementar da inteligência do real".

"Mas, paradoxalmente, precisamente a cultura positivista, excluindo do debate científico a pergunta sobre Deus, determina o declive do pensamento e a debilitação da capacidade da inteligência do real", advertiu.

"Entretanto, o quaerere Deum do homem se perderia em um matagal de caminhos, se não saísse a seu encontro um caminho de iluminação e de segura orientação, que é o próprio Deus que se faz próximo ao homem com imenso amor".

O Papa precisou logo que sendo a "religião do Logos, o Cristianismo não relega a fé no âmbito do irracional, mas atribui a origem e o sentido da realidade à Razão criadora, que no Deus crucificado se manifestou como amor e que convida a percorrer o caminho do quaerere Deum".

"E justamente percorrendo o atalho da fé que o homem capaz de notar nas mesmas realidades de sofrimento e de morte, que atravessam sua existência, uma possibilidade autentica de bem e de vida. Na Cruz de Cristo reconhece a Árvore da vida, revelação do amor apaixonado de Deus pelo homem. O cuidado daqueles que sofrem é então encontro cotidiano com o rosto de Cristo, e a dedicação da inteligência e do coração se faz sinal da misericórdia de Deus e de sua vitória sobre a morte".

O Papa ressaltou logo que "vivida em sua integridade, a busca é iluminada pela ciência e a fé, e com estas duas ‘asas’ toma impulso e força, sem perder jamais a justa humildade, o sentido do próprio limite. De tal maneira a busca de Deus se torna fecunda para a inteligência, fermento de cultura, promotora de verdadeiro humanismo, busca que não se detém na superfície".