Por: Padre Wagner Augusto Portugal
Antes do Concílio Vaticano II, a mentalidade do povo, em geral, era que Igreja era formada por sacristãos, freiras, padres, bispos, cardeais, papa.
O povo assistia à missa, que era celebrada em latim e algumas expressões que o padre falava, de costas para o povo, ficavam na memória daqueles mais atentos que, ao ouvi-las, percebiam, mais ou menos o desenrolar da missa, desde o “intróito” até o “último Evangelho”.
Hoje o cristão leigo é convidado a participar e participar ativamente. Não se assiste à missa como mero expectador, mas participa-se da missa. Se o padre, antes, era o celebrante, agora, ele é presidente da celebração. Celebrante é toda a assembléia dos fieis. Se outrora, para cumprir o preceito de assistir à missa, bastava estar presente na igreja, nos dias atuais, cada cristão deve acolher a mesa da Palavra e a mesa Eucarística, com participação efetiva.
Somos todos Igreja. Até o Código de Direito Canônico trata em primeiro lugar do povo de Deus para depois apresentar a hierarquia eclesiástica. O clero é Igreja, o leigo é Igreja. Homens, mulheres, crianças, jovens, idosos, brancos, negros, pobres, ricos, somos todos Igreja.
Precisamos do trabalho dedicado e incansável do presbítero, mas também precisamos da atuação firme do cristão leigo, não só nos trabalhos religiosos, mas também em todas as áreas da vida.
Não se pode ser cristão só na igreja. É preciso ser cristão na família, no trabalho, no lazer, no convívio com as pessoas, enfim, na sociedade como um todo.
A Igreja precisa da participação dedicada do leigo, pois todos nós somos Igreja, particularmente nesse tempo de mudança de época em que somos todos chamados a proclamar o Evangelho chamando os indiferentes para viver a fé viva em Nosso Senhor!
Os cristãos leigos são chamados a participar na ação pastoral da Igreja, antes de tudo, com o testemunho de vida e, depois, com ações no campo da evangelização, da vida litúrgica e outras formas de apostolado, segundo as necessidades locais, sob o guia de seus pastores. Os nossos leigos precisam fazer a grande experiência de um encontro com Jesus Cristo. Só assim poderão tornar-se discípulos e seguidores do Cristo vivo e ressuscitado. Nossas paróquias estão encarregadas para organizar retiros e encontros de oração, para que todos aqueles que se apresentam para viver esta experiência especial de graça e de oração e possam, a exemplo de Paulo, viver a alegria de uma profunda transformação de suas vidas.
Nossa Paróquia unida à Diocese coloca em prática, com as Santas Missões Populares, o desejo dos bispos reunidos em Aparecida: “Para cumprir sua missão com responsabilidade pessoal, os leigos necessitam de sólida formação doutrinal, pastoral, espiritual e adequado acompanhamento para darem testemunho de Cristo e dos valores do Reino, no âmbito da vida social, econômica, política e cultural” (DA 212).
Acompanhando nossas pastorais, movimentos e associações queremos despertar nossos fiéis batizados a serem leigos que vivam intensamente a missionariedade e o discipulado anunciando Jesus Cristo em todas as esferas da sociedade para que o mundo viva e celebre os mistérios da nossa fé.
Pensamento do dia
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Aprendendo com Maria
O feminismo legítimo conquistou espaços impossíveis de prever antes de Cristo, como direito ao voto, a exercer profissões, e ter voz ativa no mundo. As mulheres, por serem muito intuitivas, sabem que o cristianismo lhes garantiu ares novos.
As mais esclarecidas são agradecidas ao Bom Mestre que, contrariamente a todas as pessoas famosas, nunca fez campanha contra elas, nem as colocou em situação infamante ou de desdém. Ao contrário, sempre reconheceu seu grande valor, e sua capacidade de doação.
À sombra de Jesus elas se tornaram o símbolo da bondade, da doçura de coração, da garantia de uma boa educação da nova geração. Também levaram otimismo à humanidade, e à eficiência do funcionamento das instituições. Até suas exigências - às vezes nervosas - foram a mola propulsora do progresso contínuo da civilização. Elas impediram a acomodação ao espaço conquistado, e levaram a raça humana para conquistas insuspeitadas. “A mulher sábia edifica a sua casa” (Prov 14, 1). Sem exageros, elas misteriosamente lembram a bondade do Criador.
Mas não vamos entregar-nos a delírios, deixando de lado a realidade da vida. A mulher real pode, pela sua natureza, ser esposa, mãe e grande educadora da nova geração. Mas existe a vertente poluída, pela qual ela pode se tornar egoísta, sem paz, agressiva, e mesmo sem fé. Sim, em vez de querer ser esposa, o plano agora é ser amante sem compromisso. Sua glória não é mais ser mãe, mas praticar a greve do seio. Em vez de ser depositária da vida, manifesta-se favorável ao aborto. A educação monótona dos filhos é entregue a outras pessoas.
Esses ensinamentos “novos” vieram do ateísmo, e se caracterizam por serem profundamente anti-marianos. Estão explícitos em algumas revistas, e em novelas sem conta. A mulher precisa voltar a aprender. Com quem ela irá aprender? Exatamente com a mãe de Jesus, a mulher por excelência. Ela, em muitos pontos, se contrapõe a Eva, que foi sem convicções e reforçou para o mau caminho. É olhando para Maria que as nossas moças vão aprender a ser jovens e idealistas. E as mulheres vão aprender dela o que as torna verdadeiramente felizes: ser esposas, mães e educadoras. Ignorar isso é comprar frustrações.
As mais esclarecidas são agradecidas ao Bom Mestre que, contrariamente a todas as pessoas famosas, nunca fez campanha contra elas, nem as colocou em situação infamante ou de desdém. Ao contrário, sempre reconheceu seu grande valor, e sua capacidade de doação.
À sombra de Jesus elas se tornaram o símbolo da bondade, da doçura de coração, da garantia de uma boa educação da nova geração. Também levaram otimismo à humanidade, e à eficiência do funcionamento das instituições. Até suas exigências - às vezes nervosas - foram a mola propulsora do progresso contínuo da civilização. Elas impediram a acomodação ao espaço conquistado, e levaram a raça humana para conquistas insuspeitadas. “A mulher sábia edifica a sua casa” (Prov 14, 1). Sem exageros, elas misteriosamente lembram a bondade do Criador.
Mas não vamos entregar-nos a delírios, deixando de lado a realidade da vida. A mulher real pode, pela sua natureza, ser esposa, mãe e grande educadora da nova geração. Mas existe a vertente poluída, pela qual ela pode se tornar egoísta, sem paz, agressiva, e mesmo sem fé. Sim, em vez de querer ser esposa, o plano agora é ser amante sem compromisso. Sua glória não é mais ser mãe, mas praticar a greve do seio. Em vez de ser depositária da vida, manifesta-se favorável ao aborto. A educação monótona dos filhos é entregue a outras pessoas.
Esses ensinamentos “novos” vieram do ateísmo, e se caracterizam por serem profundamente anti-marianos. Estão explícitos em algumas revistas, e em novelas sem conta. A mulher precisa voltar a aprender. Com quem ela irá aprender? Exatamente com a mãe de Jesus, a mulher por excelência. Ela, em muitos pontos, se contrapõe a Eva, que foi sem convicções e reforçou para o mau caminho. É olhando para Maria que as nossas moças vão aprender a ser jovens e idealistas. E as mulheres vão aprender dela o que as torna verdadeiramente felizes: ser esposas, mães e educadoras. Ignorar isso é comprar frustrações.
Por: DOM ALOÍSIO ROQUE OPPERMANN
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
SCJ ARCEBISPO DE UBERABA, MG
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